Depois de uma temporada de apresentações em cidades do interior de São Paulo os músicos Rodrigo Borges e Ian Guedes levarão para São José dos Campos o show “ Novas Esquinas”. O evento acontece no dia 30 de março às 19h, e tem como intuito celebrar os 50 anos do álbum “Clube da Esquina “, eleito em 2022 o melhor álbum brasileiro de todos os tempos.
“A gente está muito feliz por poder representar esse movimento que é o ‘Clube da Esquina que teve uma importância enorme, um dos grandes movimentos da música brasileira junto com a Tropicália, a Bossa Nova. A partir da junção desses grandes artistas capitaneados pelo nosso querido ‘Bituca’ Milton Nascimento que deu oportunidade para essa turma toda - Lô; Beto; Toninho; Wagner e para os letristas que são peças importantíssimas - Ronaldo Bastos; Marcio Borges; Fenando Brant . Além dos músicos que acompanharam este movimento todo e produziram essa sonoridade ímpar juntando a melodia das montanhas com a harmonia das influências de cada um: do jazz, da música pop, do barroco, dos Beatles. Para nós é muito prazeroso poder representar esse movimento de uma forma que a gente também consegue imprimir um pouco da nossa musicalidade . Vai ser uma noite muito agradável. “, afirma Ian.
No repertório, será possível conferir clássicos como “ Amor de Índio”; “Travessia”; “Nuvem Cigana”; “Maria, Maria”; “Tudo o que Você Podia Ser” – com as harmonias originais, mas com o vigor aos arranjos com pegadas de rock, soul – e muitas outras conhecidas do grande público, além de canções autorais.
A paixão pela música do Clube da Esquina é hereditário: algo presente no DNA da dupla. Os jovens têm uma ligação direta com os músicos que na década de 1970 se reuniram com o sonho de gravar um álbum conceito. Rodrigo é filho de Marilton Borges, sobrinho de Lô, Márcio e Telo; já o guitarrista Ian é filho caçula de Beto Guedes.
Para Rodrigo fazer a apresentação é um motivo de grande alegria uma vez que desde criança viveu o movimento e acompanhou todo o processo de criação da obra .
“A gente viu algumas das músicas nascerem, eu particularmente com meu pai Marilton Borges, e acompanhando meus tios tanto o Lô quanto o Marcinho fazendo as canções num processo de imersão, criação, concentrados, muitas vezes isolados com o violão nas mãos, lápis e caneta ali dando o melhor para escrever músicas que transformaram nossa história. Defender esse repertório é algo que a gente faz com muita emoção”, conta o músico.