Meio milhão de habitantes do estado de São Paulo vivem em áreas de risco, segundo informações do Serviço Geológico do Brasil, ligado ao Ministério de Minas e Energia.
O estado tem 848 áreas de risco e é o quarto do país com mais localidades consideradas perigosas aos seus moradores, em razão de deslizamentos e inundações, principalmente.
Os outros três estados com mais áreas de risco no país são Santa Catarina (2,9 mil) e Minas Gerais (2,8 mil) e Espírito Santo (1.000). Ao todo, o Brasil tem 3,9 milhões vivendo em 13,5 mil áreas de risco de desastres naturais.
Não à toa, seis cidades do litoral paulista estão em calamidade pública, de acordo com avaliação do governo federal: Caraguatatuba, Ilhabela, Ubatuba e São Sebastião, no Litoral Norte, e Guarujá e Bertioga, na porção sul.
“Estamos com equipes técnicas trabalhando no plano de reconstrução e prestando assistência humanitária às vítimas. Estão sendo distribuídos cestas básicas, kits de higiene pessoal e de limpeza das residências, kits dormitório, água e refeições”, escreveu o ministro Waldez Góes, da Integração e Desenvolvimento Regional, nas redes sociais.
O Vale do Paraíba é uma das regiões do estado com mais áreas de risco, em razão da topografia acidentada, com montanhas, especialmente as serras da Mantiqueira e do Mar.
Levantamento do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) aponta que existem 458 setores de risco para deslizamentos e alagamentos espalhados por 19 municípios da região.
Mais de 22,4 mil moradias estão nessas localidades, abrigando quase 90 mil pessoas em áreas de risco no Vale. O número supera a população de 22 cidades da região.
Em Campinas, a prefeitura monitora cerca de 18 áreas povoadas que têm risco de inundação ou deslizamento. São locais como o distrito de Sousas, Jardim São Marcos e a Vila Holândia, onde famílias sofrem com alagamentos durante o período de chuvas.
Neste ano, a Prefeitura de Campinas informou que usar R$ 83,5 milhões do superávit para custear 31 obras em locais destruídos por temporais.