BOLSONARISMO

Duas moradoras do Vale presas por atos em Brasília são soltas após decisão de Moraes

Por Gabriel Campoy | São José dos Campos | Brasília
| Tempo de leitura: 2 min
Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Duas moradores do Vale do Paraíba estão entre os 173 presos por atos golpistas em Brasília, no último dia 8 de janeiro, que foram liberados para retornar às suas casas nesta terça-feira (28) após uma decisão do ministro do STF (Superior Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

Os nomes dos presos que acabaram liberados não foram divulgados pela Justiça. No entanto, o Portal Metrópoles, de Brasília, teve acesso a uma lista com a identidade de 101 nomes que foram contemplados com a decisão do ministro Moraes.

Letícia Santos Lima, de 30 anos, moradora de Taubaté; e Marisa Fernandes Cardoso, de 54 anos, moradores de Guaratinguetá, estavam presas há um mês e meio na PFDF (Penitenciária Feminina do Distrito Federal). Elas, no entanto, terão que seguir uma série de condições que foram impostas pelo ministro em sal decisão. As principais são: uso de tornozeleira eletrônica, cancelamento de passaportes e proibição do uso de redes sociais.

OUTROS PRESOS

Dois homens e uma mulher, moradores do Vale do Paraíba, seguem presos em Brasília por conta do vandalismo contra os prédios dos Três Poderes no último dia 8 de janeiro.

Um deles, inclusive, é apontado como parte dos financiadores dos atos golpistas. A joseense Alethea Veruska Soares, de 48 anos, é uma das 54 pessoas citadas no pedido de condenação da AGU (Advocacia-Geral da União) à Justiça Federal pelos atos de vandalismo e depredação à praça dos Três Poderes no último dia 8 de janeiro, em Brasília.

Ao todo, o pedido – que cita ainda empresas e sindicatos – cita um valor de R$ 20,7 milhões em danos públicos causados aos prédios do STF, Palácio do Planalto, Câmara dos Deputado e Senado Federal, todos eles depredados por bolsonaristas radicais contrários ao resultado das eleições.

Já os outros dois presos são do Litoral Norte: Fabrício de Moura Gomes, de 45 anos, morador de Ilhabela; e Edson Carlos Campanha, de 62 anos, morador de Caraguatatuba. Eles estão presos no CDP 2 (Centro de Detenção Provisória) de Brasília, a chamada ‘Papuda’, conhecida por receber presos famosos como o ex-governador Paulo Maluf, o ex-ministro José Dirceu e o ativista comunista italiano Cesare Battisti.

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