SESSÃO

Manobra da oposição impede votação de texto que oficializa criação do diário eletrônico

Por Julio Codazzi | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/CMT
Diário Oficial Eletrônico foi criado por Saud em dezembro de 2022, por meio de decreto
Diário Oficial Eletrônico foi criado por Saud em dezembro de 2022, por meio de decreto

Um pedido de vista, feito pelo vereador Moises Pirulito (PL), impediu a Câmara de Taubaté de votar nessa terça-feira (28) o projeto do ex-prefeito Ortiz Junior (PSDB) que oficializa a criação da versão online do diário oficial do município.

Como o pedido de vista tem duração de 48 horas, a proposta poderá voltar à pauta na próxima sessão ordinária, que deve ser realizada na próxima terça-feira (7).

O pedido de vista amplia ainda mais um impasse iniciado em outubro de 2022, quando a Câmara votaria o projeto, mas Pirulito solicitou – e o plenário aprovou – o adiamento por 12 sessões.

DECRETO.
Como o adiamento por 12 sessões, ocorrido em outubro, impediria a votação do projeto ainda em 2022, em dezembro o prefeito José Saud (MDB) decidiu criar a versão online do diário oficial por meio de um decreto.

A oposição, no entanto, alega que esse decreto seria irregular. O argumento é de que, embora esse projeto protocolado por Ortiz tramite na Câmara desde janeiro de 2020, o atual prefeito atropelou os debates internos do Legislativo.

Na semana passada, a vereadora Vivi da Rádio (Republicanos), que integra a oposição, chegou a apresentar um projeto que visa sustar o decreto de Saud que criou a versão online do diário oficial, sob a alegação de que o atual prefeito tomou uma “atitude equivocada, com clara exorbitância no seu poder de regulamentar”. “Gostaria de entender melhor por que ele [Saud] ainda não retirou o projeto de lei, já que ele já fez a criação do diário oficial eletrônico por decreto”, argumentou Pirulito ao pedir vista – o vereador do PL também é da oposição.

DEFESA.
O governo Saud alega que, “após realizar consulta à Procuradoria Geral Município”, entendeu que poderia regulamentar a medida por meio de decreto. Já a votação do projeto seria uma forma de evitar questionamentos futuros sobre a legalidade de criar o diário online apenas por meio do decreto.

A gestão emedebista argumenta ainda que “a medida é necessária em razão da economicidade e transparência”, já que resultará em uma economia anual de R$ 274,6 mil – enquanto a versão impressa, que era publicada no jornal A Voz do Vale, custava R$ 280 mil por ano, a versão online, que é publicada no site da Prefeitura, custará R$ 5,4 mil a cada 12 meses.

O diário é utilizado para publicar os atos oficiais da Prefeitura, como convocação de concursos, nomeações, exonerações, editais, licitações, leis e decretos.

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