CIÊNCIA

Feito em São José, 1º nanossatélite brasileiro está pronto para ser lançado à órbita

Por Patrick C. Santos | São José dos Campos
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Divulgação
O nanossatélite pesa cerca de 12 quilos e tem as singelas proporções de: 30 x 20 x 10 cm.
O nanossatélite pesa cerca de 12 quilos e tem as singelas proporções de: 30 x 20 x 10 cm.

Produzido no Parque Tecnológico de São José dos Campos, o nanossatélite VCUB, totalmente desenvolvido pela indústria brasileira, está pronto para ser lançado à órbita do planeta Terra.

O aparelho foi feito pela 'Visiona Tecnologia Espacial', uma joint-venture entre a Embraer e a Telebras, criada em 2012.

Durante sua produção, o nanossatélite completou longos e complexos ciclos de testes no Laboratório de Integração e Testes do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Dentre os testes, provas de resistência contra eletromagnetismo, vácuo, temperatura e outras condições adversas que poderão ser enfrentadas em órbita. A taxa de aprovação foi de 100%.

Agora, o VCUB segue viagem para o estado da Califórnia (EUA), onde será lançado no 2º trimestre de 2023.

O nanossatélite pesa cerca de 12 quilos e tem as singelas proporções de: 30 x 20 x 10 cm.

"A missão permitirá o desenvolvimento e validação de tecnologias espaciais desenvolvidas pela Visiona, com destaque para o Sistema de Controle de Órbita e Atitude de satélites, principal lacuna tecnológica da indústria espacial brasileira, além dos softwares de Sistema de Gestão de Dados de Bordo e do Rádio Definido por Software. O projeto incorpora uma arquitetura de sistemas modular e escalável, que poderá ser utilizada em satélites de maior porte no futuro, permitindo a incorporação de mais tecnologias nacionais às missões do Programa Espacial Brasileiro", explicou a organização do projeto.

"Equipado com uma câmera óptica multiespectral com resolução de 3,5 metros e 4 bandas espectrais e de um sistema de coleta de dados reconfigurável via software, o satélite será capaz de realizar missões antes destinadas a satélites de porte bem superior. Sua câmera utiliza tecnologias só encontradas em satélites de grandes dimensões, o que lhe permitirá gerar imagens com qualidades radiométrica e geométrica superiores às encontradas no mercado, fatores fundamentais para aplicações agrícolas e de proteção do meio ambiente. Seu sistema de coleta de dados pode operar tanto no sistema SBCD (Sistema Brasileiro de Coleta de Dados) como em outros protocolos, o que torna o VCUB uma plataforma ideal para aplicações de Internet das Coisas (IoT)", complementou.

PREFEITURA.

Em 2021, a Prefeitura de São José dos Campos foi convidada a participar da homologação dos produtos do nanossatélite, através do contrato de parceria com a Visiona. O acordo prevê o recebimento das imagens de alta resolução coletadas pelo nanossatélite que permitirão mapeamento de uso e cobertura da terra, podendo prevenir, por exemplo, irregularidades ambientais.

A análise técnica das imagens será feita por servidores da Secretaria de Urbanismo e Sustentabilidade.

A parceria, portanto, potencializa a capacidade de São José de viabilizar novas soluções para a melhoria contínua do planejamento e da qualidade ambiental urbano e rural, além de estimular o desenvolvimento tecnológico e socioeconômico da cidade.

Considerando que se trata de uma nova tecnologia, a prefeitura vai validar as imagens coletadas pelo nanossatélite, sem nenhum custo financeiro durante a vigência do contrato.

Além da prefeitura, a rede de parceiros do Projeto VCUB conta com inúmeras instituições parceiras.

Mais informações no site oficial da Prefeitura de São José.

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