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Prefeitura acha morcego infectado com vírus da raiva em S. Sebastião e orienta munícipes

Por Patrick C. Santos | São Sebastião
| Tempo de leitura: 2 min
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Recomendação é manter-se longe de morcegos. O mesmo vale para animais domésticos
Recomendação é manter-se longe de morcegos. O mesmo vale para animais domésticos

Um morcego que portava o vírus da raiva foi localizado morto em uma residência do bairro Toque Toque Grande, na costa sul de São Sebastião, durante esta terça-feira (7). A prefeitura alerta, agora, sobre riscos de estar próximo destes animais.

De acordo com o Departamento de Vigilância em Saúde do município, a presença do vírus foi confirmada após o cadáver do mamífero ser enviado ao Instituto Pasteur, referência no estado de São Paulo.

Diante da situação, a municipalidade preconiza a nota técnica nº 19/2012 do Ministério da Saúde. A nota explica como o quadro deve ser conduzido para que nenhum surto de raiva ocorra pela região.

"Técnicos do CCZ [Centro de Controle de Zoonoses] vem conduzindo uma investigação de foco na localidade, interpelando e orientando moradores e veranistas das demais residências do bairro, em um raio de 500 metros da residência-foco, quanto a outras possíveis ocorrências de morcegos eventualmente encontrados caídos ao chão, pousados em locais à luz do dia, ou em outras situações inabituais ao comportamento normal desses animais de hábitos noturnos, bem como de eventual contato de pessoas e animais domésticos, especialmente cães e gatos, com morcegos nessas situações", disse a prefeitura, em nota.

A pasta da saúde também está distribuindo folhetos pelas ruas para orientar o passo a passo do que fazer e o que não fazer ao encontrar um morcego dentro de casa.

É importante também tomar cuidado para que animais domésticos não tenham contato com morcegos.

Em caso de necessidade, o CCZ está à disposição da população. O número é (12) 3861-2555.

MORCEGOS.

Leia o texto escrito por Janaína Maria de Castro, ligada à Prefeitura de São Sebastião, sobre morcegos:

Morcegos, de qualquer espécie e hábito alimentar, são animais silvestres de grande valência ecológica no equilíbrio ambiental. A existência, cada vez maior, de habitações humanas próximas ou mesmo inseridas em áreas naturais acaba por aproximar pessoas e animais domésticos desses e de outros animais da fauna silvestre, havendo risco de veiculação não somente da raiva, mas de outras zoonoses, tais como a Leptospirose e Leishmaniose, entre outras.

Quaisquer animais mamíferos (não apenas os morcegos), sejam eles domésticos, como o cão e o gato, ou silvestres, como quatis, macacos, gambás, raposas e outros, ou mesmo o próprio ser humano são susceptíveis a desenvolver e veicular a raiva.

A raiva, em si, não é uma zoonose erradicada, entretanto, dentre as variantes do vírus rábico até hoje conhecidas, a mais comum em meios urbanos, a variante canina, já há alguns anos não é mais encontrada em cães e gatos no Estado de São Paulo, em decorrência de décadas de maciças campanhas de vacinação antirrábica canina e felina, seja em pontos fixos ou casa a casa, razão pela qual não é mais preconizada, nem pelo Ministério da Saúde, nem pela Secretaria Estadual de Saúde/Instituo Pasteur.

Entretanto, a variante de morcego, usualmente encontrada em meio natural e que circula entre animais silvestres, dentre eles o próprio morcego, justamente por essa característica, inviabiliza ações de vacinação, permanecendo a vigilância passiva, por exemplo, em situações como a ocorrência atendida pelo CCZ.

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