A herança maldita.
Além do Vale do Paraíba, a Região Metropolitana de Campinas também entrar no radar da segurança pública do governo Tarcísio de Freitas.
Os indicadores das cidades colocam a região na vice-liderança da violência no interior do estado de São Paulo.
A região de Campinas só perde para a RMVale na quantidade de pessoas mortas em homicídios e latrocínios. No ano passado, a RMC registrou 260 pessoas mortas em homicídios (Vale tem 368) e 13 assassinadas em latrocínios (Vale tem 10).
Nos latrocínios, Campinas só perde para Ribeirão Preto, que fechou o ano passado com 16 vítimas em decorrência de roubo seguido de morte.
Além disso, a região de Campinas tem o terceiro maior número de estupros registrados em 2022 (1.017), atrás de Sorocaba (1.286) e Ribeirão Preto (1.089), e é vice-líder de furtos (39,5 mil) e roubos (10 mil), respectivamente atrás de Ribeirão Preto (41,4 mil) e Santos (12,5 mil).
Campinas também foi uma das regiões no estado em que o total de vítimas de homicídios reduziu menos durante os governos João Doria e Rodrigo Garcia, que comandaram o estado de 2019 a 2022.
O percentual da região é de -7%, contra -9% da RMVale, -16% de Santos e Presidente Prudente e -13% de Sorocaba.
“Como toda cidade grande, Campinas tem desafios recorrentes e complexos. O crescimento desordenado, a desigualdade social, as recorrentes enchentes e a violência são alguns pontos que precisam de uma atenção especial”, disse o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB), que atua na região de Campinas.