Tecnologia produzida no Vale do Paraíba tem sido determinante para mostrar a gravidade dos ataques à população Yanomami, no estado de Roraima, e agora também para conter a sangria em terras indígenas.
As imagens que chocaram o mundo de crianças e indígenas yanomamis famélicos têm ganhado a devida e real dimensão da tragédia humanitária em território brasileiro com os dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Após ser alvo de ataques, desconfiança e da falta de investimento durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), o Inpe voltou a ser ferramenta indispensável ao governo federal com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já autorizou o combate ao garimpo ilegal nas terras indígenas.
São justamente os dados do Inpe que estão sendo levados em conta pelo governo Lula para definir a estratégia de combate aos crimes praticados contra o povo Yanomami, que só pioraram na gestão Bolsonaro.
O agora ex-presidente chegou a visitar um garimpo ilegal em outubro de 2021, dentro da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Na ocasião, o cartão corporativo de Bolsonaro gastou R$ 163 mil. O dinheiro, claro, não foi usado para amparar os indígenas.
Sinais políticos de apoio aos garimpeiros feitos por Bolsonaro ao longo do seu governo fizeram explodir o desmatamento provocado por garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami no ano passado. A devastação chegou a 232,7 hectares em 2022, segundo dados do Inpe, área 24,7% maior do que a do ano anterior.
O levantamento foi feito com base em imagens de satélite do Deter (Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real), utilizado pelo Inpe.
A atividade do garimpo está por trás da grave crise que atinge os yanomamis, que enfrentam desnutrição, contaminação por mercúrio e surtos de malária.
COMBATE
A FAB (Força Aérea Brasileira) ativou na última quarta-feira (1º) a restrição do espaço aéreo na Terra Yanomami para combater o garimpo. A ação segue decreto presidencial de 30 de janeiro de 2023 para criar uma ZIDA (Zona de Identificação de Defesa Aérea) no espaço aéreo da região norte do país.
Segundo a FAB, a medida tem por finalidade incrementar a capacidade de defesa aérea em uma área que compreende a Terra Indígena Yanomami e adjacências, contribuindo para o combate ao garimpo ilegal em Roraima.
Três aeronaves produzidas pela Embraer serão utilizadas na ação contra o garimpo: o caça A-29 Super Tucano, o jato E-99 para controle e alarme em voo e o jato R-99 de reconhecimento.
OPERAÇÃO ESCUDO YANOMAMI
A FAB vai usar três aviões fabricados pela Embraer na ‘Operação Escudo Yanomami’, em Roraima, que limita o espaço aéreo e crias zonas de defesa aérea. O espaço foi dividido em áreas branca, amarela e vermelha, com graus diferentes de restrições. Há a possibilidade de aviões ilegais serem derrubados. A FAB vai aumentar a capacidade de defesa aérea naquele território.
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Lilian 05/02/2023Que bom estar de volta em uma dimensão da realidade na qual o governo se preocupa e cuida do povo.