GOVERNO

Em um mês de governo, Lula vê dois ministros serem alvos de acusações

Por Marcos Eduardo Carvalho | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
OVALE
José Cruz/Ag. Brasil
Juscelino Filho
Juscelino Filho

O primeiro mês de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi marcado, entre outras coisas, pelo aumento no número de ministérios. Agora, são 37 pastas, 14 a mais que no final do governo de Jair Bolsonaro (PL), reflexo das costuras de cargos feitos com outros partidos políticos em nome da governabilidade. Afinal de contas, sem apoio da maioria no Congresso, o governo não consegue aprovar as propostas.

Entretanto, também o atual governo já sofre com algumas denúncias contra os seus ministros. O primeiro caso acontece logo no início de janeiro, com a ministra do Turismo, Daniela Carneiro (União Brasil).

Acusada de envolvimento com milícias no Rio de Janeiro, a ministra também contratou a empresa CABC Soares Coutinho Transportes LTDA, de Ana Paula da Silva Soares Figueiredo para atuar em seu gabinete. Essa empresa tem base em Belford Roxo (RJ), onde o marido da ministra, Wagner Carneiro, o ‘Waguinho’ (União), é prefeito.

No entanto, ela segue normalmente no cargo e disse que isso surgiu para desestabilizar o governo. A ministra nega que tenha cometido irregularidades e também nega o envolvimento com milícias.

Outro que também se envolveu em polêmica neste início de ano foi o ministro das Comunicações, Juscelino Filho. Ele usou R$ 5 milhões em verba de orçamento secreto para direcionar ao asfaltamento de uma estrada de terra em Vitorino Freire (MA), onde ele possui uma fazenda.

Inclusive, também vale lembrar que, durante toda a sua campanha presidencial, Lula, que nomeou o ministro no final do ano, sempre fez duras críticas ao orçamento secreto, chamando a medida de ‘bandidagem.’

O orçamento secreto, na prática, serve para destinar verbas do governo para atividades sem precisar de justificativa. Normalmente, vinha sendo usando como moeda de troca para os deputados apoiarem e aprovarem medidas do governo. Esse tipo de orçamento ganhou muita força durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Lula foi eleito com mais de 60 milhões de votos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi eleito no segundo turno das eleições presidenciais com 60,3 milhões de votos, em uma acirrada disputa com o então presidente Jair Bolsonaro (PT). Assim, para garantir a governabilidade e a aprovação dos projetos, naturalmente teve que costurar acordos em troca de cargos a outros partidos políticos. No entanto, os primeiros casos de denúncias de irregularidades já começaram a surgir.

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