PRESIDÊNCIA

Bolsonaro gastou mais de R$ 190 mil em São José e R$ 117 mil em Campinas

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Bolsonaro discursa em evento no Parque Tecnológico São José dos Campos
Bolsonaro discursa em evento no Parque Tecnológico São José dos Campos

Os gastos do cartão corporativo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Vale do Paraíba e da RMC (Região Metropolitana de Campinas) mostram maior quantidade de pagamentos na cidade de São José dos Campos.

O cartão da Presidência da República foi utilizado 45 vezes no maior município da RMVale, somando um montante de R$ 190,1 mil em pagamentos, média de R$ 4.226 por cada vez que foi acionado.

Em São José, o maior gasto de Bolsonaro com o cartão foi com suporte para operações de aeronaves, no aeroporto da cidade, com 36 utilizações do cartão somando R$ 122 mil. Em seguida, o ex-presidente gastou R$ 27 mil em dois pagamentos a um hotel no Jardim Colinas, na região oeste.

Na avenida Ademar de Barros, na região central, o cartão presidencial mostra pagamento de R$ 15,6 mil em uma única vez numa padaria. Em outra, na avenida Nelson D’Avila, três gastos somaram R$ 12 mil.

Bolsonaro também pagou R$ 8.200 e mais R$ 5.000 em equipamentos de áudio para eventos em São José.

A segunda cidade com o maior montante no cartão corporativo é Campinas, onde foi acionado 13 vezes com pagamentos que somam R$ 117,8 mil na totalidade.

Foram gastos R$ 13 mil de uma única vez em uma padaria, R$ 81,1 mil em sete pagamentos em um hotel e R$ 11,8 mil numa loja gourmet, que também vende produtos de padaria, confeitaria e doces.

Pindamonhangaba é a terceira cidade com mais gastos do cartão, chegando a R$ 81,2 mil em seis pagamentos.

Na sequência, aparecem as cidades de Guaratinguetá (R$ 42 mil em seis utilizações), Indaiatuba (R$ 38,7 mil / 4 vezes), Aparecida (R$ 27,2 mil / 2 vezes). Lorena (R$ 3.177 mil / 1 vez) e Americana (R$ 1.595 / 24 vezes).

O curioso é que o menor gasto foi registrado na cidade de Cachoeira Paulista, na RMVale, com R$ 700 em único pagamento. A empresa que contabilizou o gasto do cartão corporativo de Bolsonaro tem a sua atividade principal como funerária, e secundariamente como “comércio varejista de outros produtos não especificados anteriormente”.

Em supermercado de Pindamonhangaba, o cartão do ex-presidente foi usado apenas uma vez, com gasto de R$ 17,98, o menor valor individual entre todos os pagamentos nas duas regiões metropolitanas. Num restaurante der Americana, o valor ficou em R$ 408, o segundo menor da planilha.

Depois dos R$ 122 mil gastos com aeronaves em São José, os dois custos mais altos pagos com o cartão foram em hotéis, em Campinas (R$ 84,1 mil) e Pindamonhangaba (R$ 63,9 mil).

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