O interior de São Paulo é o maior desafio em segurança pública para o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Felicio Ramuth (PSD), que completam um mês no comando do estado de São Paulo.
De acordo com os indicadores oficiais da SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública), as regiões do interior, principalmente o Vale do Paraíba, lideram em número de mortes em homicídios, crime que impacta profundamente na sensação de segurança, afasta investimentos e desafia as políticas públicas.
Levando-se em consideração a taxa de homicídio por 100 mil habitantes, indicador que permite comparar regiões diferentes, o Vale do Paraíba tem o maior índice do estado desde 2010.
Nos 12 meses compreendidos entre dezembro de 2021 e novembro de 2022, a RMVale registrou 14,59 vítimas de homicídio por 100 mil habitantes, mais do que o dobro da média estadual, de 6,57.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) considera que as regiões com taxa de homicídio acima de 10 estão em “zona epidêmica para a violência”.
No estado de São Paulo, a única nesse patamar é o Vale do Paraíba, que aumentou em 9% sua taxa na comparação com o período anterior de 12 meses, quando tinha 13,37.
A segunda região com a maior taxa é Araçatuba, que fez o caminho inverso e reduziu sua taxa de 10,97 para 9,78, uma queda de 10,8%, que fez a região sair da zona considerada epidêmica para a violência.
A Baixada Santista é a terceira mais violenta, com taxa de 8,22 vítimas de homicídio por 100 mil habitantes, seguida de Piracicaba (7,25) e Ribeirão Preto (6,69), todas acima da média estadual (6,57).
Na sequência, aparecem Campinas (6,52), São José do Rio Preto (6,47), Presidente Prudente (6,13) e Sorocaba (5,32).
Maior desafio no interior, a RMVale terá um plano específico do governo Tarcísio para enfrentamento da violência.
TROCA DE COMANDO
Em menos de 15 dias, o governo Tarcísio fez um choque de gestão na Polícia Civil do Vale, trocando o comando geral da corporação e nas três maiores seccionais. Assumiu o delegado Waldir Antônio Covino Júnior como novo diretor do Deinter-1 e os delegados das seccionais de São José, Taubaté e Jacareí, respectivamente Fabiano Genofre, Marcos Ricardo Parra e Marcos Batalha.