De cada 100 mortes em acidentes de trânsito na RMVale desde 2015, 58,5 óbitos foram de motocilictas e pedestres, as categorias mais afetadas pelo trânsito na região, de acordo com dados do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo).
De janeiro de 2015 a dezembro de 2022, segundo a série histórica do Infosiga, a RMVale acumula 2.968 mortes em acidentes de trânsito – média de um óbito por dia.
Do total de mortes, 1.738 foram de motociclistas e de pedestres, 58,5% do total das ocorrências fatais, sendo 1.056 em acidentes com moto (35,58%) e 682 de pedestres (23%). A terceira categoria com mais acidentes é a dos carros, com 623 mortes e 21% da totalidade na região.
Juntas, as três categorias somaram 2.361 mortes na série histórica e alcançaram 79,5% do total de óbitos em acidentes de trânsito que a região acumula desde janeiro de 2015.
“Conter o aumento de mortes de motociclistas é um dos maiores desafios para o trânsito no Vale do Paraíba. É uma categoria mais exposta a acidentes e que precisa ser alvo de campanhas constantes de segurança no trânsito”, avaliou o engenheiro Ronaldo Garcia, especializado em trânsito.
LETALIDADE
Motociclistas e pedestres se transformaram nos maiores desafios das cidades da região para reduzir as mortes no trânsito.
As motos têm um desafio adicional. Os acidentes são mais letais em duas rodas do que para qualquer outra categoria no Vale.
Enquanto que em 70% dos acidentes de trânsito na região a morte ocorre em até 30 dias após a ocorrência, o percentual sobe para 85% quando se trata apenas dos motociclistas.
Do total de mortes no Vale de 2015 a 2022, 80% vitimaram homens, 53,8% ocorreram em rodovias e 34,8% em colisões.
As faixas etárias com mais óbitos em acidentes de trânsito foram acima de 60 anos (18,5%), 18 a 24 anos (15,8%), 25 a 29 anos (9,2%) e 35 a 39 anos (8,9%).