DROGAS

Observatório do Crack: cidades do Vale e RMC não têm dados sobre a droga

Por Xandu Alves | São José dos Campos
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Reprodução
Crack: droga é consumida em larga escala após usuário se tornar dependente químico
Crack: droga é consumida em larga escala após usuário se tornar dependente químico

A informação vira fumaça.

Enquanto os cachimbos e cigarros de crack queimam nas cidades, criando legião de dependentes químicos, as informações sobre a epidemia da droga estão virando fumaça.

Uma das plataformas mais importantes sobre o assunto, o ‘Observatório do Crack’, mantido pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios), não tem dados de metade das cidades do Vale do Paraíba e da RMC (Região Metropolitana de Campinas).

Estão na lista das cidades que sofrem o ‘apagão do crack’ municípios como Taubaté, Guaratinguetá e Caçapava, na RMVale, e Campinas, Sumaré e Indaiatuba, na RMC.

O problema da falta de informação sobre o crack em 30 das 59 cidades das duas regiões afeta o combate à droga, considerada uma epidemia no país.

Segundo a CNM, o crack está presente 85% das cidades do país e em 91,6% dos municípios do estado de São Paulo.

Ainda de acordo com levantamento da CNM, as áreas nas cidades mais afetadas pelo crack são a saúde (74%), assistência social (64%), educação (67%) e segurança (57%).

“Para enfrentar o uso do crack e outras drogas nos nossos municípios são necessárias ações de prevenção, promoção e recuperação da saúde dos usuários, assim como repressão à circulação de drogas”, afirmou Paulo Ziulkoski, presidente da CNM.

A situação é tão grave que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou como uma das primeiras medidas o enfrentamento da cracolândia na capital. Para tanto, escalou o vice-governador Felicio Ramuth (PSD) para liderar essa força-tarefa estadual em parceria com o município de São Paulo.

Das 29 cidades da RMVale da RMC com dados no Observatório do Crack’, da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), nada menos do que 23 ou quase 80% têm risco classificado como alto (9 cidades) e médio (14) para o crack. Outras seis cidades têm risco considerado baixo e um não tem risco algum.

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