A PF (Polícia Federal) colheu material genético dos presos na hora da invasão aos três poderes da República e no acampamento em frente ao quartel-general do Exército. Ele será comparado com as amostras de DNA encontradas nos locais e em objetos depredados no último domingo (8), como quadros, relógios e móveis.
Outro flanco da investigação da Polícia Federal é a perícia nos celulares. O ministro da Justiça, Flávio Dino, declarou que mais de 1.000 telefones foram apreendidos. Eles estão sendo examinados por técnicos, que analisam trocas de mensagens e com quem se deram estes diálogos.
O que a PF se espera obter é a comprovação, por meio da análise do DNA, de que o preso esteve no local da depredação. E também a identificação, com a ajuda de mensagens de celular, de quem financiou e quem organizou a invasão.
DINHEIRO
Simultaneamente, são realizadas investigações para descobrir de quais contas bancárias saíram os recursos que bancaram os extremistas. A pousada onde estavam motoristas dos ônibus que trouxeram os golpistas a Brasília foi identificada e veículos foram apreendidos antes que deixassem o Distrito Federal.
Eles estão no pátio da Polícia Rodoviária Federal e ainda têm bolsas, bandeiras e outros pertences de manifestantes que defendem um golpe militar. A Justiça consultou a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para obter a relação de ônibus que viajaram a Brasília e quem bancou a contratação do serviço.
INVASORES
O ministro da Justiça, Flávio Dino, declarou que há diferentes tarefas entre os golpistas envolvidos na invasão do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e STF (Supremo Tribunal Federal).
Executores são aqueles que invadiram e depredaram. Mandantes são as pessoas que ordenaram estes atos. Os incentivadores transmitiram as ideias golpistas e de invasão. E os financiadores são as pessoas que bancaram a estrutura para permitir a ação dos extremistas.
PLANTÃO
Segundo a Administração Penitenciária do Distrito Federal, 1.398 pessoas foram encaminhadas aos presídios – 904 presos são homens e 494 são mulheres. Existe uma força tarefa composta por dezenas de juízes para ouvir os golpistas, a chamada audiência de custódia.
Em razão do grande número de detentos, os trabalhos não foram concluídos até sábado (14) e continuam durante este final de semana. Existe a expectativa de que as audiências de custódia só sejam encerradas na próxima semana.
Depois do depoimento de cada preso, o caso segue para o STF e o ministro Alexandre de Moraes avalia se ele permanecerá na cadeia ou será liberado. Houve a liberação de 599 manifestantes por razões humanitárias: gestantes, idosos, adultos com crianças e portadores de doenças crônicas.