A região do movimento.
O Vale do Paraíba é essencialmente uma região da passagem, do movimento, das andanças. Foi assim na sua história, quando serviu de ligação entre o mar, a montanha e as minas de ouro das Gerais.
No meio do caminho, havia um povo. O Vale se fez nestas andanças e tornou-se uma das regiões mais importantes da história do país.
Cidades antigas como Taubaté, Guaratinguetá e Pindamonhangaba, além de todo o Vale Histórico, estão no caminho da História. Nos percursos do progresso. Do desbravamento.
As trilhas indígenas apontaram diversas direções entre o morro e a praia, possibilitando o movimento por todo o Vale. Elas apontaram o caminho por onde a história se movimentou.
Cavalos e tropeiros singraram pelos cantos mais inóspitos da região para buscar e levar o progresso. O Vale também foi o caminho da liberdade. A única região do Brasil a participar diretamente dos acontecimentos que culminaram no Grito da Independência, em 7 de setembro de 1822, segundo historiadores.
O grande legado das trilhas indígenas culminou na criação da Estrada Real, considerada na atualidade a maior rota turística do país. São mais de 1.630 quilômetros de extensão, passando por Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, e cortando grande parte do Vale.
Foi em São José dos Campos que um grupo de engenheiros e militares resolveu construir um avião, nos anos 1960, quando nem bicicleta o Brasil fazia. Nasceu a Embraer, hoje a terceira maior fabricante de aviões do mundo. A mobilidade ganhou asas.
Uma década antes, o país viu surgiu a mais importante rodovia brasileira, a Presidente Dutra, ligando São Paulo e Rio de Janeiro, duas das principais capitais do país. A estrada também utilizou parte de antigas trilhas indígenas e hoje corta 36 cidades, sendo 15 delas no Vale. Pela Dutra é transportado metade do PIB (Produto Interno Produto) brasileiro.
Portanto, movimento está no DNA do Vale, correndo nas veias do estado de São Paulo. A mobilidade é vocação.
A indústria automobilística fincou pernas no território paulista, em regiões como o Vale e Campinas, que atualmente lidera em investimentos no setor automobilístico, de acordo com a Fundação Seade. Maior parte do dinheiro em mobilidade automotiva está indo para Campinas e cidades da região. É grana para a mobilidade.
Sediada em São José dos Campos, a Embraer entrou para o clube das maiores fabricantes de aviões do mundo, tendo entregado mais de 8.000 aeronaves em todo o planeta desde que foi fundada, em 1969. Hoje, a Eve Air Mobility, empresa ligada à Embraer, desenvolve o carro voador elétrico, o futuro da mobilidade.
Ou seja, a bússola da mobilidade aponta para várias direções, com protagonismo de regiões com a RMVale e Campinas.
Rodovias, portos e aeroportos, o Trem Intercidades e a grande discussão de como se movimentar dentro das cidades, com investimentos previstos pelas prefeituras de cidades como São José dos Campos, Taubaté e Campinas.
São assuntos que fazem parte deste caderno especial de ‘O Brasil do Futuro’, lançado por OVALE para debater assuntos fundamentais para a região, o estado e o país.
Sente-se na primeira fila dessa espaçonave da mobilidade e viaje conosco para conhecer o passado, entender o presente e espiar o futuro.
VIA DUTRA
Mais importante estrada do país, a Rodovia Presidente Dutra teve uma nova concessão feita no ano passado com previsão de R$ 15 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos, incluindo trecho da rodovia Rio-Santos. A CCR Rio-SP venceu o leilão.
O novo contrato prevê a execução de 48,62 quilômetros de vias marginais em trechos da Dutra que cortam o Vale do Paraíba, em oito cidades, um antigo pedido de prefeitos por causa dos trechos mais movimentados.
As primeiras obras ocorrerão a partir do terceiro ano da nova concessão, ou seja, apenas a partir de 2024. Há marginais previstas em Cachoeira Paulista e entre Lorena e Guaratinguetá, esta com quatro quilômetros de extensão entre os km 56,2 e 60,2.
Em Taubaté, a marginal terá 12,5 km entre os km 104,9 e 117,4. Entre os km 127,7 e 131,3, com uma extensão de 3,6 km, haverá via marginal em Caçapava. O maior trecho de marginal está previsto entre Caçapava e São José dos Campos, entre os km 132,8 e 157,5, com 24,7 km de extensão. A marginal segue até a altura da Unip (Universidade Paulista).