DOCUMENTO OVALE

Mobilidade é o mapa do futuro: qualidade de dependerá de como nos deslocamos

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação / Claudio Vieira / PMSJC
Trecho da Via Cambuí, em São José dos Campos, com ciclovia e calçada
Trecho da Via Cambuí, em São José dos Campos, com ciclovia e calçada

O desafio da mobilidade.

A maneira como a pessoa se desloca dentro e entre as cidades é fundamental para o futuro dessas localidades, principalmente para a qualidade de vida. E não será uma maneira só, mas múltiplas.

A equação é reduzir a quantidade de veículos em circulação e aumentar a de usuários dentro deles. Ruas e estradas congestionadas impactam da saúde pública à economia de uma cidade, estado e país.

Trens, ônibus, carros compartilhados e bicicletas estão entre os equipamentos da linha de frente da mobilidade urbana nas cidades que estão pensando no futuro. Nenhum deles pode ser descartado e todos devem conviver em harmonia.

Sem contar as criações disruptivas, que tendem a ser referência no transporte de passageiros daqui a alguns anos, como o carro voador elétrico. Conceitualmente, trata-se de um helicóptero urbano, com dimensões menores e facilmente adaptado a cidades como São José dos Campos e a metrópole São Paulo.

Nesse campo, a Eve Air Mobility, empresa ligada à Embraer, é uma das líderes mundiais no desenvolvimento do ‘carro voador’, tecnicamente chamado de eVTOL – sigla em inglês para veículos elétricos de decolagem e pouso vertical.

Trata-se de um dos mais promissores projetos de mobilidade no mundo e que deve se tornar padrão do transporte urbano em alguns anos.

Em terra, a discussão é de quais modelos de transporte urbano servirão melhor para a qualidade de vida das cidades?

São José dos Campos está apostando em uma frota de ônibus elétricos capaz de atrair mais usuários, ao invés de afastá-los.

E nas cidades pequenas? É viável o projeto da chamada ‘tarifa zero’, quando o transporte público não cobra de seus usuários? Na verdade, a conta do sistema tem que ser paga pelo cidadão de outra forma para além do bilhete. Há cidades apostando nessa medida para aumentar a circulação de coletivos.

Quisera que as soluções para a mobilidade fossem tão fáceis quanto a imaginação dos criadores da série The Jetsons (‘Os Jetsons’), lançada entre 1962 e 1963 pela Hanna-Barbera. Nela, esteiras velozes, naves e outras formas de transporte eram comuns nas cidades do futuro.

Ou ainda o teletransporte dos filmes e da série de ‘Jornada nas Estrelas’, quando para viajar bastava entrar em uma máquina e aparecer do outro lado.

Assim como a imaginação, a realidade também exige muita criatividade para encontrar a melhor maneira de garantir mobilidade de qualidade nas nossas cidades.

Todos esses assuntos fazem parte deste caderno especial de OVALE do projeto ‘O Brasil do Futuro’, que chega ao seu quinto capítulo debatendo a mobilidade e seus impactos na vida das pessoas.

‘O Brasil do Futuro’ foi criado para debater temas fundamentais ao país, que colaboraram para enriquecer o debate público.

A largada do projeto foi em janeiro de 2021, com o tema da vacina. Em abril, a Rodovia dos Tamoios foi abordada no segundo capitulo. O terceiro ocorreu em setembro, abordando a região como o ‘Vale do Silício brasileiro’. O quarto ocorreu em março de 2022 para debater a democracia, sistematicamente atacada no país nestes últimos anos.

Todos os capítulos do projeto se desdobram em outros temas correlatos que fazem parte das discussões, seja nas edições impressas, nos conteúdos especiais e nas mais diversas plataformas, como vídeos e podcasts.

Na era da informação, a mobilidade é tão importante quanto correr o dedo pela tela do celular. Afinal, vivemos o entroncamento do passado e do presente, com o olho no futuro, que está ali logo depois da esquina.

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