ACAMPAMENTOS

Secretário de Segurança Pública diz querer ‘diálogo’ para desmobilizar acampamentos

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação / SSP
Secretário de Segurança Publica, Guilheme Derrite, durante entrevista coletiva no Copom da Polícia Militar
Secretário de Segurança Publica, Guilheme Derrite, durante entrevista coletiva no Copom da Polícia Militar

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou nesta segunda-feira (9), em entrevista coletiva, que não pretende usar a força, mas que deseja o “diálogo” para desmobilizar os acampamentos de manifestantes golpistas no estado de São Paulo.

“As ações que aconteceram em Brasília não encontram similaridade em São Paulo. Aqui o cenário é de tranquilidade” disse Derrite.

O secretário do governo Tarcísio de Freitas disse que se reuniu com autoridades “para dar cumprimento” à ação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, que ordenou o fim dos acampamentos golpistas em todo o Brasil. "Isso será feito sempre, com uso escalonado da força", afirmou Derrite.

“Com diálogo vamos informar os manifestantes que há uma ordem judicial para a desmobilização dos acampamentos. Além de acreditar nisso, é a certeza de que é o caminho. A maneira como será cumprida [a ordem judicial]", completou Derrite, ao afirmar que, “por ordem do governador de São Paulo”, a atuação da força de segurança será "feita de maneira pacífica".

"Temos 24 horas para cumprir essa decisão judicial. Esse diálogo será iniciado para que tudo se resolva sem uso escalonado da força", afirmou o secretário, que tratou os golpistas em São Paulo como manifestantes "pacíficos".

Derrite disse que sobrevoou algumas concentrações de manifestantes, como o quartel do Comando Militar do Sudeste e as rodovias Castelo Branco, Anhanguera e Bandeirantes.

"Todas, sem exceção, estão com trânsito transcorrendo em normalidade", disse ele, que também reforçou a segurança nos prédios dos poderes, como a Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo).

"Temos um serviço de inteligência acompanhando as manifestações, mas em São Paulo não encontra similaridade [com Brasília], estão tranquilos", afirmou o secretário, que divulgou a criação de um gabinete de crise.

Derrite disse ainda que preferiu não mandar a tropa de choque contra manifestantes no domingo, na Alesp, porque estavam “realizando suas manifestações de forma pacífica".

No domingo, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), condenou os ataques ao dizer que "manifestações perdem a legitimidade e a razão a partir do momento em que há violência, depredação ou cerceamento de direitos".

Comentários

1 Comentários

  • Donni 09/01/2023
    Moraes tá de olhos abertos com SP e seus Bolsonaristas .