Preço compatível, perfil sustentável e representação do minimalismo têm atraído interesse por moradias em contêiner.
Essas estruturas em aço e para cargas são reutilizadas em construções criativas. "Elas podem ter este fim por serem rígidas e resistentes", diz Thales Rodrigues Marcondes, sócio da Mestre dos Container, de São José dos Campos.
A caixa sofre transformações, a começar por aberturas para portas, janelas e encanamentos. O interior ganha revestimentos de lã de vidro, gesso acartonado e madeira para confortos térmico e acústico.
Cada projeto é customizado a partir das dimensões das unidades: 20 pés (15 m²) ou 40 pés (30 m²). Elas podem ser usadas individualmente, em conjunto ou empilhadas. Divisórias internas e acabamentos ficam a gosto do cliente.
A personalização dita valores, mas a média é de R$ 75 mil a R$ 110 mil. O assentamento no terreno e instalações de luz e água costumam ser à parte, por pedreiro.
Demanda.
O segmento cresceu após a pandemia, impulsionado por jovens e pessoas de maior poder aquisitivo que se reorganizaram.
"Muitos de São Paulo querem investir no conceito de casas menores junto à natureza", diz Marcondes.
A possibilidade de transportar a estrutura e a rapidez com que o projeto fica pronto (média de 30 dias) também contam. "Há uma percepção aguçada para as questões sustentáveis. É quase uma filosofia de vida", destaca Adriana Marin, arquiteta e proprietária da Contêiner 4you.