GRAVIDADE

Plataforma de São José fica em ambiente de microgravidade no espaço e faz história

Por Marcos Eduardo Carvalho | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
OVALE
Divulgação
Plataforma de São José fica em ambiente de microgravidade no espaço e faz história
Plataforma de São José fica em ambiente de microgravidade no espaço e faz história

Uma plataforma totalmente produzida e desenvolvida por uma empresa de São José dos Campos ficou seis minutos e oito segundos em microgravidade, acima dos 110 quilômetros de altitude, no espaço, entrando para a história.

Isso porque o equipamento, da empresa Orbital Engenharia, foi lançado no dia 23 de outubro no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, no dia 23 de outubro, pelo foguete VSB-30.

Assim, se tornou o primeiro artefato desse tipo, totalmente feito em território brasileiro, a conseguir ficar todo esse tempo em microgravidade.

Para quem não sabe, a microgravidade é a influência da aceleração gravitacional é menor sobre os objetos. E isso tem sido importante para pesquisas em diversos setores, como a saúde e o agronegócio, por exemplo.

A empresa de São José dos Campos surgiu em 2001 e a carga recebeu o nome de PSM-MQ (Plataforma Suborbital de Microgravidade - Modelo de Qualificação).

Na cápsula que foi ao espaço, levou um forno feito pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), também de São José, onde todos os dados foram transmitidos em tempo real do espaço para a Terra.

Segundo a empresa, a carga útil levou quatro minutos e um segundo para atingir o apogeu, o ponto mais alto de sua trajetória, a 227 quilômetros da superfície da Terra. No total, do lançamento até o pouso, no mar, a operação, denominada de “Santa Branca”, durou sete minutos e 44 segundos, acompanhados de muita expectativa em terra.

“O sucesso da missão representa a realização de um sonho, do lançamento ao resgate dos experimentos em alto-mar, a 185 quilômetros da costa”, disse o CEO da Orbital Engenharia, Célio Costa Vaz, através da assessoria de imprensa.

FUTURO.
Agora, a carga feita pela Orbital Engenharia poderá até mesmo ser objeto de uso e estudo da AEB (Agência Espacial Brasileira). Atualmente, Estados Unidos e Alemanha dominam esse mercado de microgravidade e o Brasil, com essa empresa de São José, pode estar entrando neste nicho.

“Muitas empresas, inclusive brasileiras, usam a Estação Espacial Internacional para experimentos em microgravidade. Isso abre uma janela de oportunidade para nós: oferecer serviços de experimentação em ambiente de microgravidade para pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico a um custo menor, com lançamento a partir da Alcântara”, disse Vaz, que pretende entrar no mercado norte-americano.

A carga útil foi desenvolvida pela Orbital em parceria com o IAE, com apoio da Agência Espacial Brasileira e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).

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