Com 7 das 8 cidades paulistas com a maior taxa de vítimas de homicídio por 100 mil habitantes, o Vale do Paraíba é a pedra no sapato do futuro governo na área da segurança pública, já tendo desafiado outras seis gestões à frente do estado de São Paulo.
A região é a única no interior paulista a ultrapassar a marca de 300 vítimas de homicídio por ano desde 2009. A partir daí, o Vale se manteve num degrau acima das demais regiões do estado com relação aos crimes violentos.
Em comparação, a região de Piracicaba teve mais de 300 homicídios num único ano pela última vez em 2013. Campinas registrou o mesmo em 2014, Ribeirão Preto em 2012 e Santos em 2009.
No período de janeiro a outubro de 2022, a região acumula 309 vítimas de homicídio contra 209 de Ribeirão Preto – 100 vítimas a mais do que a segunda região mais violenta do estado, em 10 meses.
Com 3,2 milhões de habitantes, a Região Metropolitana de Campinas tem 207 vítimas de homicídio em 2022, segundo dados da SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública).
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O alto número de homicídios fez com que a RMVale se tornasse um dos maiores desafios em segurança pública dos últimos seis governos de São Paulo.
Comandava o estado o ex-ministro José Serra quando a RMVale assumiu a liderança ranking paulista da violência, em 2010, com a maior taxa de vítimas de homicídio por 100 mil habitantes, marcando 15,16 naquele ano e superando todas as regiões paulistas, incluindo a Grande São Paulo – taxa de 12,99 em 2010.
No ano anterior, a RMVale só perdia para a Baixada Santista, que registrou 16,52 vítimas de homicídio por 100 mil habitantes contra 16,37 no Vale do Paraíba.
Desde então, a RMVale supera a taxa de todas as outras regiões e alcançou 14,43 em 2022, chegando a ter 200% a mais do que a taxa da capital (4,71) e 120% a do estado (6,56) em 2022.
Depois de Serra, comandaram o estado os governadores Alberto Goldman, Geraldo Alckmin, Márcio França, João Doria e Rodrigo Garcia. Nenhum deles conseguiu tirar a RMVale do topo da violência em São Paulo, mesmo tendo prometido fazê-lo, caso de Alckmin, Doria e Garcia.
A taxa de homicídios por 100 mil no Vale, por exemplo, subiu entre 2010 e 2012 e chegou a 18,23, para cair para 16,28 em 2015 e voltar a crescer no ano seguinte para 17,80. A partir daí, a taxa caiu para 12,28 em 2019 e voltou a subir nos anos seguintes, marcando 13,37 no ano passado e agora 14,43 em 2022, crescimento de 8% comparado a 2021.
Comentários
1 Comentários
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Carlos 04/12/2022Não vi nenhum programa específico para a rmvale noo plano de governo do Tarcísio... Espero que esse tipo de reportagem chegue até ele... É uma loucura esse região no topo por tanto tempo sem ter uma política específica de segurança pública