O tio da menina de 12 anos que tirou a vida de Ana Lívia, em Taubaté, teve seu TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) julgado nesta segunda-feira (21). Sua sobrinha utilizou a arma que ele guardava em casa para matar a colega no final de setembro deste ano. O juizado decidiu que ele terá que pagar uma multa de R$ 2,5 mil.
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Ana Lívia levou um tiro na nuca dado pela sua amiga e colega de classe, em sua casa, enquanto esperavam uma carona para ir à escola. Em depoimento à polícia, a menina afirmou que pegou a arma dois dias antes do crime, na casa do seu tio, onde ficou hospedada. O homem, que atua como agente penitenciário, afirmou que a arma era utilizada para sua segurança e estava escondida em uma gaveta da cozinha.
Dois dias antes do crime, a atiradora pernoitou na casa do tio e padrinho, que mora com sua esposa. Ele conta que não sabe em qual momento a menina pegou a arma, dizendo que o único momento em que saiu da casa foi no domingo de manhã, mas que sua esposa estava no local. O homem tinha a arma desde 2019 e disse que não se recordava com quantas munições a arma estava.
Em sua confissão, a menina afirmou ter “fácil acesso à arma”. Ela afirmou à polícia que já havia visto a arma uma outra vez, por isso sabia que ela estava guardada na gaveta citada pelo tio. A arma é um revólver da marca Taurus, do modelo GH 380, descrita como robusta.
A menina está internada na Fundação Casa da capital, onde ficará por tempo indeterminado. A Justiça decidiu que ela passará por uma avaliação psicológica a cada 6 meses, que decidirá se ela pode ser liberada ou não.
A reportagem tentou entrar em contato com a defesa do homem, mas não obteve resposta.
O CRIME.
O caso aconteceu no bairro Jardim Paulista. A menina de 12 anos confessou para a polícia que atirou contra a nuca de Ana Lívia antes de ir para escola -- ela disse que a arma, uma pistola calibre 380, pertencia a um tio, agente de segurança pública.
No dia do crime, Lívia ligou para avisar à mãe que sua amiga iria mais cedo para sua casa. Esse procedimento era rotineiro, já que Lili, a menina de 12 anos e outra amiga iam juntas para a escola de carona com a mãe dessa colega de escola.
Algumas horas depois, a mãe que levaria as garotas ao colégio ligou para Jéssica, avisando que Lívia não havia aparecido e que a menina de 12 anos, que matou Ana Lívia, havia mandado uma mensagem dizendo que havia voltado para casa para buscar um tênis.
Jéssica voltou para casa por volta das 13h. Lá encontrou a filha no quarto, deitada de bruços, em cima de uma mesa de cabeceira. “Ela recebeu um tiro na nuca e caiu em cima do móvel”, explica a mãe.
A menina que fez o disparo foi à escola normalmente depois do crime e foi apreendida horas depois, quando confessou o caso e foi levada à Fundação Casa de São José dos Campos. De acordo com a mãe da vítima, Lili e a menina eram amigas e haviam tido uma discussão por ciúmes de outra colega.