A saída de indústrias do Vale do Paraíba tem custado caro à região, uma das mais industrializadas do país.
Perder produções como na Ford e na LG, em Taubaté, e na Caoa Chery, em Jacareí, além de provocar desemprego, impacta na evolução do PIB (Produto Interno Bruto) – soma de todos os bens e serviços produzidos.
De acordo com levantamento da Fundação Seade, a RMVale teve o terceiro menor crescimento do PIB no segundo trimestre de 2022 na comparação com o primeiro trimestre. A região também teve aumento percentual do PIB abaixo da média estadual.
A riqueza da região passou de R$ 40,7 bilhões para R$ 43,3 bilhões, um crescimento de 6,6%, que ficou acima apenas das regiões de São Paulo (5,87%) e Marília (5,86%). A região de Registro foi a única entre 16 regiões do estado de São Paulo com queda no PIB (-3,97%).
No topo da pirâmide, a região de Barretos registrou alta de 35,81% no valor do PIB entre os dois trimestres, enquanto Araçatuba ficou com 18,73% e Franca com 14,84%.
Entre as regiões mais ricas do estado, a de Campinas foi quem teve o maior crescimento do PIB, com 10,67%, passando de R$ 139,9 bilhões para R$ 154,8 bilhões.
O PIB total do estado de São Paulo somou R$ 796,4 bilhões no segundo trimestre e R$ 737 bilhões no primeiro, crescimento de 8,06%.
No desempenho dos últimos 12 meses, o resultado do PIB da RMVale também ficou abaixo da média estadual, que foi de 1,9%. Na região, o PIB cresceu 1% em um ano, contra 6,9% de Itapeva e 6,4% da Baixada Santista. A região de Campinas encerrou os últimos 12 meses com alta de 2,3% no PIB.
Abaixo da RMVale apenas regiões de São José do Rio Preto e Central, com aumento do PIB abaixo de 1%, respectivamente com 0,7% e 0,6%.
“O Vale do Paraíba vem sofrendo bastante com o processo de desindustrialização que afeta todo o país, mas especialmente regiões industrializadas como o Vale. O governo precisa trabalhar numa política industrial consistente”, disse Edson Trajano, economista e professor da Unitau (Universidade de Taubaté).