MÚSICA

Gal Costa não morreu, ficou encantada; ícone da MPB

Por Marcos Eduardo Carvalho | São José dos Campos
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Gal Costa
Gal Costa

“Como dizia João Guimarães Rosa, ‘as pessoas não morrem, ficam encantadas. Então ela está assim, encantada”. Assim escreveu o colunista José Simão em um trecho de sua coluna no jornal Folha de S.Paulo, após a morte da cantora Gal Costa, nesta última quarta-feira.

Aos 77 anos, ela teve um infarto fulminante e não resistiu. Dias antes, já estava em repouso após tirar um nódulo nasal, que a tiraria dos palcos até o final de novembro.

Contudo, apesar da tristeza e do vazio, a voz de Gal Costa nunca vai morrer. E um dos maiores nomes da MPB (Música Popular Brasileira), continuará sempre vivo na lembrança imortalizada dos fãs e amigos.

Inclusive, em junho deste ano, Gal esteve em Campos do Jordão, quando finalizou o festival Arte no Outono, uma prévia do Festival de Inverno.

LEGADO.
Agora, Gal Costa deixa um grande legado não apenas para a música, mas para toda a sociedade. Bissexual assumida, não conseguiu ter filhos biológicos e, assim, adotou uma criança, que hoje é um menino de 17 anos, o qual ela inclusive não gostava de usar o termo ‘adotivo’.

Nos últimos anos, a cantora também foi combativa ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) e sempre expressou suas opiniões.

Baiana de Salvador, nascida em 1945, Gal Costa começou a cantar ainda nova e foi crescendo na carreira. E já fez grandes trabalhando próprios e também interpretou grandes sucessos. Um dos mais marcantes foi ‘Brasil’, de Cazuza, e que em 1988 foi cantado por Gal Costa na abertura da nova ‘Vale Tudo’, que teve grande audiência na época.

Isso sem contar outras músicas de qualidade como ‘Baby’ e ‘Chuva de Prata’. Ou seja, nunca iremos esquecer de Gal Costa, que também deixa uma legião de grandes amigos no mundo da música, como Caetano Veloso, Chico Buarque, Jorge Ben, entre outros.

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