MERCADO

Aluguel de salas comerciais retoma força no Brasil com bons reflexos no Vale do Paraíba

Por Gabriele Maciel | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação

Após dois anos de queda por conta da pandemia, o setor de aluguel de salas comerciais começa a dar sinais de retomada. A volta dos profissionais ao trabalho presencial, ainda que em modelo híbrido, fez o setor crescer 23% no segundo trimestre deste ano no Brasil se comparado ao mesmo período do ano passado. Já no acumulado do ano, o crescimento chega a 34%. Os dados são do Secovi-SP (Sindicato da Habitação).

O levantamento ainda mostra que tem diminuído a taxa de vacância, ou seja, o tempo em que o imóvel fica disponível para locação, muito pelo desempenho do mercado de alto padrão.

Na capital paulista, o índice de disponibilidade de salas comerciais está em 15%, o que é um patamar considerado razoável pelo sindicato, que ainda classifica a atual conjuntura como instável.

"Este ano foi de calibração. As empresas ainda estão se adaptando ao modelo híbrido, pensando se devem manter seus colaboradores trabalhando de casa ou se retornam integralmente aos moldes presenciais", considera Adriano Sartori, vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP.

De acordo com ele, empresas têm buscado reformar seus espaços ou se mudar para outros como estratégia de motivação de funcionários para o retorno ao trabalho em um mesmo ambiente físico.

Os segmentos de saúde, finanças e tecnologia foram os principais responsáveis pela ocupação das salas comerciais nos últimos 12 meses na cidade de São Paulo, segundo o Secovi. Já o setor educacional liderou o segundo trimestre.

O valor médio das locações tem registrado tendência a ascender. O sindicato, porém, avalia que o ritmo de aumento deverá ser desacelerado nos próximos meses.


Multinacionais impulsionam ocupações em São José

São José dos Campos também tem se recuperado no setor de imóveis comerciais. Frederico Marcondes César, vice-presidente do Interior do Secovi-SP, diz que a proximidade da capital e a presença de multinacionais e instituições de ensino como o ITA atraem escritórios na região. "E a mão de obra qualificada é mais barata que na capital."

Sartori concorda e cita a Embraer. "Ela demanda um ecossistema de empresas de consultoria e tecnologia."

Segundo André Martins, diretor de marketing e desenvolvimento de novos negócios do Grupo Kaza, a procura é maior nas regiões central e oeste. "E tem ocorrido o crescimento do coworking", acrescenta, referindo-se a espaços compartilhados de trabalho.

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