AMAZÔNIA

Ao defender ‘desmatamento zero’, Lula põe Inpe de volta ao centro da prevenção ambiental

Por Da redação | São José dos Campos
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Amazônia em 2022 tem pior marca da série histórica de alertas de desmate do Inpe
Amazônia em 2022 tem pior marca da série histórica de alertas de desmate do Inpe

Poucas horas após o final da votação no Brasil e a confirmação do resultado da apuração pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o candidato eleito pela maioria dos brasileiros e agora novo presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva (PT), confirmou seus compromissos com o meio ambiente e colocou a RMVale de volta ao centro da prevenção ambiental.

Diante da preocupação global com a destruição da Amazônia em um eventual segundo mandato de Jair Bolsonaro (PL), Lula reforçou o compromisso de proteger a floresta e os biomas nacionais, trabalho que conta, há décadas, com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

No entanto, o instituto foi um dos alvos preferenciais de Bolsonaro desde o início do mandato, em 2019. Em agosto daquele ano, o presidente criticou publicamente os dados de desmatamento da Amazônia divulgados pelo Inpe, levando o então diretor Ricardo Galvão a defender a instituição publicamente. Dias depois, Galvão foi exonerado do cargo por Bolsonaro.

Em 2022, a Amazônia tem pior marca da série histórica de alertas de desmate do Inpe. Índice de janeiro até 21 de outubro chegou a 9.277 km² de área sob alerta de desmatamento.

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O discurso de Lula no domingo (30) foi uma espécie de ‘desagravo’ ao Inpe e ao trabalho dos cientistas do órgão.

“Hoje nós estamos dizendo ao mundo que o Brasil está de volta. Que o Brasil é grande demais para ser relegado a esse triste papel de pária do mundo. O Brasil está pronto para retomar o seu protagonismo na luta contra a crise climática, protegendo todos os nossos biomas, sobretudo a Floresta Amazônica”, disse o presidente eleito.

Lula ressaltou que em seu governo foi possível reduzir em 80% o desmatamento no bioma, que tinha atingido taxas altíssimas no passado, e que é preciso, uma vez mais, lutar pela redução das emissões de gases de efeito estufa.

“Vamos lutar pelo desmatamento zero da Amazônia. O Brasil e o planeta precisam de uma Amazônia viva. Uma árvore em pé vale mais do que toneladas de madeira extraídas ilegalmente por aqueles que pensam apenas no lucro fácil, à custa da deterioração da vida na Terra.”

“Por isso, vamos retomar o monitoramento e a vigilância da Amazônia, e combater toda e qualquer atividade ilegal – seja garimpo, mineração, extração de madeira ou ocupação agropecuária indevida”, afirmou Lula.

O presidente eleito reafirmou ainda seu compromisso com a promoção da proteção dos povos indígenas e do desenvolvimento sustentável das comunidades tradicionais e ribeirinhas. Destacou que o Brasil está aberto à cooperação científica internacional e aos investimentos de outros países para a conservação, mas sempre, sob a liderança do país.

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