Após ampla vantagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais, eleitores da Região Metropolitana de Campinas voltam às urnas neste domingo nas maiores eleições da história do país, decidindo o futuro do estado e do Brasil.
Estão aptos a votar 2,40 milhões de eleitores nas 20 cidades da região, segundo dados oficiais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Trata-se de um eleitorado que vai escolher o presidente do país e o governador de São Paulo, em 30 de outubro.
O número de eleitores da RMC representa 6,92% do registrado no estado de São Paulo, que é o maior colégio eleitoral do Brasil, com 34,6 milhões de votantes -- 1,1 milhão a mais do que nas eleições municipais de 2020.
Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputam a eleição presidencial mais polarizada, violenta e ameaçadora da história do país, com ataques e ameaças de golpe por parte de bolsonaristas.
Para o Palácio dos Bandeirantes, estão no pleito os ex-ministros Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT).
No geral, segundo o TSE, a RMC registrou 1,80 milhão de votos válidos, com mais 61 mil votos nulos e 36,9 mil brancos, totalizando 1,89 milhão de votos nas urnas eletrônicas da região.
No primeiro turno, Bolsonaro e Tarcísio tiveram larga vantagem na RMC, vencendo em quase todas as cidades.
Bolsonaro venceu as eleições na região com quase 1 milhão de votos – 957 mil votos válidos, segundo o TSE. Os eleitores das 20 cidades escolheram o presidente como vencedor do primeiro turno contra Lula -- 53,16% dos votos válidos contra 36,50% do petista, que levou 657 mil votos na RMC.
O desempenho se replicou na disputa ao governo de São Paulo, com Tarcísio vencendo Haddad em todas as cidades. O ex-ministro da Infraestrutura conseguiu 806.660 votos, ante 528.277 do petista e ex-ministro da Educação.
Os dados mostram como o interior de São Paulo virou importante trincheira bolsonarista e deve decidir o pêndulo no maior colégio eleitoral brasileiro.