O governo José Saud (MDB) anunciou essa semana a desistência de construir uma ponte estaiada sobre a Via Dutra, na região central de Taubaté.
A desistência do projeto foi confirmada pelo secretário de Mobilidade, Tiago Dias, durante audiência pública na Câmara, na segunda-feira (24).
De acordo com o secretário, o projeto foi arquivado porque três viadutos serão construídos pela CCR RioSP em meio ao novo contrato de concessão da Via Dutra.
PROJETO.
A proposta de construção da ponte estaiada havia sido anunciada pelo prefeito em janeiro de 2021, logo após assumir o mandato. A estrutura seria erguida onde hoje existe o viaduto do Belém, que liga a região central do município à parte alta da cidade e à Rodovia Oswaldo Cruz.
“Nós temos hoje um viaduto lá que faz um sentido só. Nós precisamos de outro no sentido inverso. Quem vai fazer o retorno ali tem que entrar antes do viaduto, entra do lado da Oswaldo Cruz, desce o viaduto inteiro, pega enchente lá embaixo [no túnel da Avenida Desembargador Paulo de Oliveira Costa], porque lá também enche de água, sobe de novo. Você imagina aquelas carretas, que sobem e descem, ter que fazer aquele retorno. É inviável, eu como engenheiro não consigo entender isso”, afirmou Saud na ocasião.
Na época, o prefeito disse que buscaria aportes do governo federal para a obra. “É da minha intenção deixar isso para quatro anos, e daí vamos atrás de recursos e projetos para fazer aí sim uma estaiada fazendo a volta inteira lá, entrando ali perto do cemitério [do Belém], fazendo a volta e caindo do outro lado, no posto de gasolina. E outro braço saindo da Oswaldo Cruz e vindo para cá [região central]”.
MEMÓRIA.
Em março de 2019, o então prefeito Ortiz Junior (PSDB) chegou a anunciar a construção de uma ponte estaiada em Taubaté. A estrutura seria erguida na Avenida Charles Schnneider, também na região central. Em dezembro de 2020, a gestão tucana engavetou o projeto, alegando "alto custo" - o valor não chegou a ser revelado.
Para a região do Belém, Ortiz prometeu na eleição de 2012 que duplicaria o viaduto, o que não foi cumprido. Em 2016, a gestão tucana fez uma série de alterações viárias no trecho, que permanecem até hoje – o viaduto do Belém, que era de mão dupla, passou a operar apenas sentido centro/bairro.