MOBILIDADE

Sem previsão de custo ou prazo para obras, Taubaté apresenta projeto de anel viário

Por Julio Codazzi | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
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Projeto do anel viário de Taubaté. Linhas amarelas seriam vias novas. As azuis, vias já existentes
Projeto do anel viário de Taubaté. Linhas amarelas seriam vias novas. As azuis, vias já existentes

Sem divulgar detalhes como custo das obras ou previsão de quanto tempo será necessário para executá-las, a Prefeitura de Taubaté apresentou nessa segunda-feira (24) o projeto funcional para a construção de um anel viário no município.

Segundo a apresentação, o anel viário será viabilizado com a construção de 51,2 quilômetros de novas vias. O traçado também deve aproveitar vias já existentes na cidade.

Mesmo sem estimar um custo para as obras, o secretário de Mobilidade Urbana, Tiago Dias, afirmou que a Prefeitura não teria recursos para executar todo o anel viário de uma só vez - por isso, de acordo com ele, o projeto vai ser "fragmentado", com a construção de trechos separadamente.

Do traçado total, a estimativa é de que um trecho de 11 quilômetros, entre o bairro Marlene Miranda e a Estrada Municipal Professor Doutor José Luiz Cembranelli, seja construído até o fim de 2024, quando termina o mandato do prefeito José Saud (MDB) - a expectativa é de que essa obra seja iniciada em 2023. O restante do anel viário ficaria para as próximas administrações.

TRAÇADO.
Elaborado pela FDTE (Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia), o estudo foi apresentado durante audiência pública na Câmara.

A princípio, o traçado do anel viário teria início no Distrito do Piracangaguá e seguiria de forma paralela à Rodovia Carvalho Pinto, até chegar à Rodovia Oswaldo Cruz. Desse ponto, seguiria até a região do Itaim e depois para o Distrito do Una. Do Una, iria pela Avenida Arcênio Riemma até Tremembé - um trecho do anel viário seria dentro do município vizinho. O traçado voltaria a Taubaté pelo bairro Areão, depois seguiria para a Avenida Voluntário Benedito Sérgio e para a Estrada do Pinhão, passando por Quiririm, até voltar ao Piracangaguá.

O projeto do anel viário aproveita três viadutos que serão construídos pela CCR RioSP em meio ao novo contrato de concessão da Via Dutra. Além disso, a Prefeitura deverá construir dois novos viadutos sobre a linha férrea e duplicar outros dois viadutos existentes - o da CTI e o da Gurilândia.

Todas as novas vias terão, em cada sentido, duas faixas para veículos em geral e uma faixa para o transporte público, além de ciclovia. A expectativa é de que o traçado seja aprovado até o fim desse ano. Depois disso, passarão a ser elaborados os projetos básicos para cada trecho de obra.

Principalmente na área de expansão ao sul do município, a Prefeitura pretende que parte das obras seja custeada por novos empreendimentos que forem se instalar nesses locais, a título de contrapartida.

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