TRANSPORTE

Com nova concessão travada, São José prorroga por mais 12 meses contratos de ônibus

Por Julio Codazzi | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Cláudio Vieira/PMSJC
Ônibus do transporte público de São José dos Campos
Ônibus do transporte público de São José dos Campos

Sem conseguir destravar a nova concessão do transporte público, a Prefeitura de São José dos Campos prorrogou por mais 12 meses os contratos com as três empresas que operam o serviço no município.

A prorrogação dos contratos da Expresso Maringá, da Saens Peña e da Joseense foi assinada na última sexta-feira (21) e publicada no diário oficial do município nessa segunda-feira (24).

Essa já é a segunda prorrogação dos contratos, que inicialmente deveriam ter sido encerrados em fevereiro de 2021.

PRIMEIRO MODELO.
Em 2020, 2021 e 2022 a Prefeitura tentou, sem sucesso, concluir a licitação para definir as novas empresas que iriam operar o sistema de ônibus no município. Os fracassos foram motivados, principalmente, pela falta de interesse do mercado nos modelos propostos.

O primeiro modelo – elaborado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), que recebeu R$ 2,465 milhões da Prefeitura – era de uma concessão tradicional, com o sistema dividido em dois lotes. Apenas o Grupo Itapemirim apresentou proposta, mas o contrato não foi adiante pois a empresa não comprovou que seria capaz de entregar o que era exigido.

SEGUNDO MODELO.
Depois, já na reta final do governo Felicio Ramuth (PSD), o primeiro modelo foi descartado e foi sugerido um segundo, no qual a Urbam (Urbanizadora Municipal), que é uma estatal controlada pela Prefeitura, iria alugar os veículos, e outra empresa, definida em uma segunda licitação, iria operar os ônibus.

O edital previa a locação de 350 veículos elétricos por 16 anos, em um contrato que poderia custar até R$ 2,688 bilhões nesse período. Mas a única empresa interessada acabou inabilitada na fase de documentação. Desde então, nem a Prefeitura e nem a Urbam anunciaram qualquer novo passo para tentar resolver o impasse que já se arrasta há mais de dois anos.

Esse segundo modelo não garante as três melhorias que haviam sido prometidas inicialmente, no sistema projetado pela FGV: aumento na frequência dos ônibus (agora, haverá redução da frota), menos lotação (os novos veículos serão menores que os atuais) e redução da tarifa (o modelo tarifário ainda não foi detalhado).

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