CRONOGRAMA

Linha Verde deverá ter trajeto completo apenas em novembro, com 13 meses de atraso

Por Julio Codazzi | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Adenir Britto/PMSJC
Linha Verde deveria operar em todo o trajeto desde outubro de 2021
Linha Verde deveria operar em todo o trajeto desde outubro de 2021

Deve ficar para novembro, com 13 meses de atraso, a entrada em operação do trajeto completo da etapa inicial do projeto da Linha Verde, em São José dos Campos.

Pela previsão inicial, os 12 VLPs (Veículos Leves sobre Pneus) já deveriam trafegar pelos 17 quilômetros de vias desde outubro de 2021. Para minimizar o atraso, a Prefeitura tem optado por liberações parciais.

Desde o dia 31 de julho, um trecho de 11,5 quilômetros, entre os bairros Campo dos Alemães e Jardim Satélite, está em operação experimental. Esse trecho abrange sete das 13 estações previstas.

A partir deste sábado (24), mais quatro estações entrarão em operação, fazendo a Linha Verde chegar ao Terminal Intermunicipal.

As duas estações restantes ainda não foram concluídas. Uma delas fica na Avenida Doutor Nelson D’Ávila e a outra na Praça Dr. Maurício Anisse Cury. Com essas estações, a Linha Verde chegará ao Centro. A previsão é de que elas sejam inauguradas em três semanas.

LINHA VERDE.
A obra da primeira fase do projeto da Linha Verde, que custaria inicialmente R$ 55,832 milhões, já chegou a R$ 77,83 milhões – um acréscimo de R$ 22 milhões (ou 39,4%) sobre o valor original. Desse valor global, R$ 30 milhões serão aportados pelo governo estadual e o restante pelo município.

Na segunda fase das obras, que ainda não foi licitada, será criado o Anel Viário Leste, uma nova via que permitirá a interligação de toda a cidade ao Parque Tecnológico, sem a necessidade de uso da Via Dutra.

Somados todos os contratos, o custo da primeira fase da Linha Verde já chegou a R$ 193 milhões. Além da obra, R$ 60,9 milhões devem ser gastos com a desapropriação de áreas, que somam cerca de 400 mil metros quadrados. Os 12 VLPs custaram R$ 34,732 milhões, e serão pagos mais R$ 4,36 milhões pelos equipamentos que serão usados para recarregar as baterias dos veículos. Além disso, serão R$ 5,459 milhões pela supervisão da obra e também pela supervisão ambiental do projeto Linha Verde. O cálculo também inclui os R$ 7,8 milhões que serão pagos pelos abrigos de passageiros que servirão como ponto de embarque e desembarque para os VLPs e os R$ 2 milhões para a rede semafórica inteligente nos cruzamentos com as vias.

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