ACIDENTES

Mortes no trânsito crescem no Vale e em Campinas; regiões têm quase 40% das mortes de SP

Por Xandu Alves | São José dos Campos
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Divulgação
Acidente na rodovia Dom Pedro, em Campinas
Acidente na rodovia Dom Pedro, em Campinas

As regiões metropolitanas do Vale do Paraíba e de Campinas registram mais mortes em acidentes de trânsito em 2022 do que no ano passado, segundo dados do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo), do governo estadual.

De acordo com o levantamento, a RMC terminou o período de janeiro a agosto com 663 mortes em acidentes de trânsito, 3,43% de aumento em comparação ao número de óbitos do ano passado, quando a região teve 641 vítimas do trânsito.

A cidade de Campinas tem 92 mortes do total da região, o que representa 13,87% do total de vítimas. Indaiatuba tem 23 mortes neste ano, Santa Bárbara d’Oeste (19), Sumaré (18), Americana (17) e Hortolândia (9).

A RMVale encerrou os oito primeiros meses do ano com 239 mortes em acidentes de trânsito, 19,50% acima do número de óbitos nas estradas no ano passado, com 200 mortes no mesmo período.

Na região, as cidades com mais mortes no trânsito foram São José dos Campos (49), Taubaté (34), Jacareí (27), Pindamonhangaba (16), Caraguatatuba (15) e Ubatuba (15).

Leia mais: Com alta de 52% em mortes nas vias municipais, atropelamentos fatais crescem 38% no Vale

MORTALIDADE

As duas regiões metropolitanas juntas acumulam 902 das 2.429 mortes no trânsito do interior do estado de São Paulo, o que representa 37% do total entre as 15 regiões interioranas.

Apenas a Região Metropolitana de São Paulo é responsável por 1.192 mortes do total de 3.620 óbitos em todo o estado paulista.

No interior, a RMC é responsável por 27% das mortes entre todas as regiões, seguida da região de Sorocaba (11%) e a RMVale (9,84%).

ESTADO

Após a redução da circulação de veículos imposta pela pandemia do coronavírus, o número de acidentes traumáticos no trânsito no estado de São Paulo voltou a subir.

De janeiro a agosto de 2022, o estado registra 47,2 mil acidentes cujas vítimas ficaram com algum tipo de trauma, muitos deles graves.

Trata-se do maior número da série histórica do Corpo de Bombeiros, que começa em 2016 e é divulgada pela SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública).

Até então, o ano com mais acidentes traumáticos havia sido 2019, com 46,4 mil em todo o território paulista.

Nos dois anos da pandemia, a quantidade de acidentes em estradas e nas vias municipais registrados como traumáticos caiu ao menor número da série histórica, com 42,3 mil em 2020 e 42,4 mil em 2021, considerando o período de janeiro a agosto.

Neste ano, o número deu um salto de 11,26% e passou de 42,4 mil para 47,2 mil, quase 5.000 acidentes com traumas a mais nas estradas.

O aumento supera o percentual de crescimento no total de acidentes de trânsito com vítimas, registrados pelos bombeiros. O número passou de 49,9 mil para 52,7 mil entre 2021 e 2022, nos oito meses do ano.

É ainda o maior número de acidentes de trânsito com vítimas no estado desde 2019, que registrou 57,4 mil ocorrências de janeiro a agosto.

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