POPULAÇÃO

Cidades da RMVale superam índice de envelhecimento do estado de SP

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação / PMSJC
Atividade na Casa do Idoso em São José
Atividade na Casa do Idoso em São José

Vinte e quatro cidades do Vale do Paraíba ultrapassaram o índice estadual de envelhecimento da população, que é de 83,88%.

O indicador mede a proporção de pessoas de 60 anos e mais por cada grupo de 100 habitantes de 0 a 14 anos. Os dados são da Fundação Seade.

As cidades com os maiores índices de envelhecimento na região são Lagoinha (128%), São Bento do Sapucaí (119,68%) e Natividade da Serra (117,63%).

As três estão entre as 150 do estado com a população idosa percentualmente maior, grupo que é liderado por Santana da Ponte Pensa, cujo índice de envelhecimento é 261%.

Ilhabela é a cidade da região com a população mais jovem. O índice de envelhecimento no município é de 55%, o mais baixo do Vale. Canas (56,62%), São Sebastião (57%) e Lavrinhas (59%) vêm logo depois da cidade do Litoral Norte.

Nesse quesito, as maiores cidades do Vale se dividem acima e abaixo da média estadual.

As mais “envelhecidas” são Guaratinguetá (97,5%), Taubaté (85,81%) e Caçapava (84,88%). Abaixo da média do estado estão Pindamonhangaba (79%), São José dos Campos (77,78%) e Caraguatatuba (73%).

MAIS VELHOS

Até 2050, segundo estudo da Fundação Seade, 28 cidades do Vale terão taxa negativa de crescimento populacional, incluindo os maiores municípios da região.

Só manterão o saldo positivo de crescimento, ainda de acordo com o Seade, as quatro cidades do Litoral Norte mais Areias, Silveiras, Lavrinhas, Canas, Roseira, Paraibuna e Jambeiro.

No geral, a idade média da população, que era 24 anos em 1950 e de 30 anos em 2000, deverá alcançar 44 anos em 2050, passando de um padrão de população muito jovem, para outro de população adulta jovem.

O estudo mostra também que a região terá um efeito migratório em expansão, com moradores trocando de cidades com mais frequência. Entre 2040 e 2050, 25 cidades (64%) receberão mais moradores do que perderão população.

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