Com vaias a religiosos, tentativa de invasão da sacristia e ataques contra a imprensa, a presença do candidato a presidente da República, Jair Bolsonaro (PL) em Aparecida, na semana passada, durante o feriado de 12 de outubro, virou munição de Lula (PT) durante a reta final da campanha eleitoral visando o segundo turno das eleições.
Isso porque, naquela oportunidade, grupos favoráveis ao atual presidente cercaram e hostilizaram equipe de reportagem da TV Vanguarda e da TV Aparecida, na Basílica. Além disso, alguns seguidores do presidente ainda discutiram com um padre na sacristia naquele dia.
Além disso, o bispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, chegou a ser vaiado por alguns bolsonaristas durante a missa.
Nesta última segunda-feira (17), o petista se reuniu com lideranças católicas em São Paulo e criticou a postura de Bolsonaro. “Esse país sempre foi reconhecido como um país alegre, que gostava de festa, de futebol, de dançar, de Carnaval. Eu nunca tinha visto o Brasil tomado pelo ódio como uma parte da sociedade brasileira está hoje”, disse Lula.
“Tenho lido notícias de padres que são atacados durante a missa porque estão falando da fome, da pobreza, da democracia. Eles são atacados por pessoas que sempre conviveram com a gente e que a gente não sabia que essa pessoa tinha tanto ódio dentro dela. Esse ódio é como se fosse um casulo que foi aberto”, afirmou o ex-presidente, que atualmente lidera as pesquisas eleitorais para o segundo turno.
Ainda durante sua campanha, Lula vem chamando os bolsonaristas de ‘direita raivosa’. E os atos ocorridos em Aparecida viraram mais uma munição do petista para tentar vencer o seu concorrente.