OPINIÃO

‘Fake news é pecado', diz arcebispo emérito de Aparecida

Por Da redação | Aparecida
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Divulgação
Cardeal dom Raymundo Damasceno Assis em Aparecida
Cardeal dom Raymundo Damasceno Assis em Aparecida

Mesmo tendo deixado a Arquidiocese de Aparecida em 2017, o cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo emérito de Aparecida, mantém a missão de pastor. Para ele, a onda de desinformação nas eleições não contribui para um país melhor e os cristãos devem evitar a prática.

"Fake news é pecado porque se deturpa a verdade acerca de um candidato. Está se dizendo uma meia verdade e, por isso, creio que se deve evitar. Um cristão e cidadão consciente tem que dar a informação verdadeira e não desinformar as pessoas para que facilite a escolha do candidato”, afirmou ao UOL.

Além da desinformação, Damasceno não se furta a se posicionar diante de um tema caro aos bolsonaristas: a política armamentista. Fazendo coro ao atual arcebispo de Aparecida, Orlando Brandes, o arcebispo emérito disse que armar a população não trará mais paz para a sociedade brasileira.

“Temos que nos unir uns aos outros e saber conviver em paz porque não é armando a população que vamos construir um Brasil com mais fraternidade e solidariedade, pelo contrário. Armar não é o melhor caminho para a paz entre as pessoas".

Damasceno ainda lamentou o uso político da religião no período eleitoral. “A Igreja pede que esse período seja de apresentação de propostas”.

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