GESTÃO

‘Saúde é um desafio de curto e médio prazo à RMC’, diz Gustavo Reis

Por Xandu Alves | Campinas
| Tempo de leitura: 4 min
Divulgação
Gustavo Reis é prefeito de Jaguariúna e presidente da RMC
Gustavo Reis é prefeito de Jaguariúna e presidente da RMC

Com quase 22 anos de existência, a RMC (Região Metropolitana de Campinas) ainda tem muitos desafios pela frente. Quinta região com o maior PIB (Produto Interno Bruto) do país, a RMC tem na melhoria do atendimento em saúde um dos principais entraves para as 20 cidades que compõem a região.

“Saúde é um desafio de curto e médio prazo, e por isso defendemos a construção de um hospital metropolitano que vai atender todas as cidades da região”, disse Gustavo Reis (MDB), prefeito de Jaguariúna e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas.

Eleito para o cargo em janeiro deste ano, Reis fala sobre os desafios da RMC, os projetos e do Trem Intercidades que deve ligar a região à capital. Confira.

Quais os desafios da Região Metropolitana de Campinas?

Os desafios são muitos. Após quase 22 anos de sua criação, a RMC se consolida como a quinta maior do Brasil em PIB (R$ 195 bilhões), ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal/Entorno e Belo Horizonte. Também está à frente de 21 outras regiões metropolitanas que têm capitais como sede. Portanto, os desafios são proporcionais à grandeza da região.

Eu diria que a Saúde é um desafio de curto e médio prazo, e, por isso, defendemos a construção de um hospital metropolitano que vai atender todas as cidades da região. A médio e longo prazos, também temos desafios na mobilidade urbana, pois as cidades crescem e se desenvolvem sem parar, e é preciso acompanhar esse desenvolvimento. Também temos desafios na educação e segurança pública.

A saúde e a educação são áreas que preocupam na RMC, especialmente depois das consequências da pandemia?

Sim, foram as duas áreas mais afetadas nos municípios. Na saúde o impacto foi muito grande, obviamente, porque é a linha de frente no combate ao coronavírus. Mas a educação também foi muito impactada, foram quase dois anos sem aulas, os alunos perderam muito e é preciso recuperar esse tempo perdido.

A RMC foi criada no ano 2000. Quanto esse instrumento de gestão é importante para o desenvolvimento das cidades da RMC?

É muito importante porque com a RMC temos a discussão dos projetos, problemas e soluções em conjunto entre os 20 municípios que formam o bloco. Os problemas nunca são isolados ou de um só município. Não adianta nada eu, como prefeito, adotar uma medida na segurança pública, por exemplo, e a cidade do lado não fazer nada. Então, as discussões devem ser em conjunto, pois assim encontramos melhores soluções e a região tem mais força política para conseguir os recursos para os projetos.

Como presidente, quais as metas do senhor para a sua gestão?

Estamos trabalhando pela construção do Hospital Metropolitano, que será num terreno doado pela Unicamp. Em princípio, serão 200 leitos já aprovados pelo Estado, podendo chegar a 400 leitos, que vão desafogar o sistema de vagas Cross e atender a todos os municípios. Também defendemos a ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos, que é essencial para o desenvolvimento da região, além da implantação do Trem Intercidades.

O Trem Intercidades ligando Campinas à capital é um dos projetos mais atrasados do Estado. A RMC vai batalhar para tirá-lo do papel? O que vocês estão fazendo quanto a isso?

Sim, estamos em tratativas com o Governo do Estado e tenho certeza que esse projeto sairá do papel até o próximo ano.

O desenvolvimento na RMC é concentrado em Campinas e outras cidades maiores ou tem ocorrido em toda a região? Há cidades que precisam de um apoio maior? Quais?

A região toda está em franca expansão, atraindo indústrias e moradores de outras regiões. É claro que Campinas, por ser a metrópole, concentra esse crescimento, mas outras cidades do entorno, como Paulínia, Indaiatuba, Jaguariúna, Vinhedo, Sumaré e outras também têm registrado crescimento nos últimos anos e merecem atenção.

Quando haverá eleição para a escolha do novo presidente da RMC? O senhor continua no cargo até quando?

A próxima eleição do Conselho é no começo do ano que vem.

O senhor é o coordenador das campanhas do MDB no estado de São Paulo e já declarou que apoia o candidato Tarcísio de Freitas (Republicanos) no segundo turno. Essa foi uma decisão do partido aqui no estado?

O MDB tem compromisso com São Paulo e o Brasil. A sua história está diretamente ligada ao fortalecimento da democracia.

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