A família de Ana Lívia, menina de 13 anos morta pela amiga de 12, em Taubaté, acredita que a acusada pode ter tido alguma ajuda para voltar para casa após cometer o assassinato. A garota iria para a escola com Ana Lívia, mas voltou para sua residência para guardar a arma do crime e depois foi para escola sozinha.
De acordo com o advogado da família, Jefferson Coutinho, o horário em que a acusada teria dado o tiro que matou Ana Lívia seria por volta das 12h30. Após o ocorrido, ela mandou uma mensagem para a mãe da colega que iria buscar ambas, dizendo que voltaria para casa para buscar um tênis e por isso, não iria mais a escola.
“Ela disse que não daria tempo de ir para a escola. Contudo, ao reconstruir a linha do tempo dos fatos, percebemos que, pelo horário em que Ana Lívia foi morta, a outra criança não teria tempo de voltar a sua casa e chegar a escola às 13h. É possível que o caso tenha mais testemunhas”, explica o advogado em entrevista a OVALE.
Após a mãe de Ana Lívia, Jéssica Higino, encontrar a menina morta no quarto, a acusada foi procurada na escola. Com a presença de uma irmã mais velha, ela confessou que atirou contra Ana Lívia com a arma de um tio. Depois disso, na versão dela, ela teria ido para casa esconder a arma e depois para a escola.
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A família também acredita na possibilidade de alguém ter instruído a menina sobre como utilizar a arma. “Ela pegou a arma na casa do tio, que era agente de penitenciário, no domingo. Acreditamos que uma menina dessa idade, franzina, não teria conseguido disparar sem ter tido instrução antes, já que ela estava travada”, completa Coutinho.
O advogado também explica que o corpo da menina foi encontrado em cima de uma mesa de cabeceira no quarto de Lívia. “A possibilidade é de que a acusada estava sentada na cama, quando deu um tiro. Ou seja, a acusada estava em um ângulo abaixo da vítima, o que mostra que ela teria facilidade para disparar”, declara.
O CRIME.
O caso aconteceu no bairro Jardim Paulista. A menina de 12 anos confessou para a polícia que atirou contra a nuca de Ana Lívia antes de ir para escola -- ela disse que a arma, uma pistola calibre 380, pertencia a um tio, agente de segurança pública.
No dia do crime, Lívia ligou para avisar à mãe que sua amiga iria mais cedo para sua casa. Esse procedimento era rotineiro, já que Lili, a menina de 12 anos e outra amiga iam juntas para a escola de carona com a mãe dessa colega de escola.
Algumas horas depois, a mãe que levaria as garotas à escola ligou para Jéssica, avisando que Lívia não havia aparecido e que a menina de 12 anos, que matou Ana Lívia, havia mandado uma mensagem dizendo que havia voltado para casa para buscar um tênis. Jéssica voltou para casa por volta das 13h. Lá encontrou a filha no quarto, deitada de bruços, em cima de uma mesa de cabeceira. “Ela recebeu um tiro na nuca e caiu em cima do móvel”, explica a mãe.
A menina que fez o disparo foi à escola normalmente depois do crime e foi apreendida horas depois, quando confessou o caso e foi levada à Fundação Casa de São José dos Campos. De acordo com a mãe da vítima, Lili e a atiradora eram amigas e haviam tido uma discussão por ciúmes de outra colega. A atiradora teria dito que a filha de Jéssica teria “roubado” sua amiga.