Eleições 2022

Último debate ao Estado tem duelos entre Haddad e Tarcísio, com Rodrigo de lado

Por Gabriel Campoy |
| Tempo de leitura: 3 min
Debate
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Os dois primeiros colocados nas pesquisas eleitorais para o governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), resolveram deixar de lado o atual governador Rodrigo Garcia (PSDB) no debate da TV Globo na noite desta terça-feira (27).

O próprio Garcia, inclusive, no terceiro bloco, chamou a atenção do distanciamento que os concorrentes estavam mantendo dele no debate. "Desde o começo do debate está claro aqui a tabelinha que o Haddad e o Tarcísio estão fazendo", afirmou.

No encontro, prevaleceram os embates entre o ex-prefeito paulistano e o ex-ministro da Infraestrutura, com críticas ao atual governo de São Paulo. Garcia, sem oportunidade de confrontar diretamente os oponentes, usou muitas vezes de respostas aos candidatos com menos intenção de voto, segundo as pesquisas, para criticar a dupla.

"Vocês estão vendo a briga política aqui instalada: um pendura no Lula, o outro pendura no Bolsonaro e ninguém pensa em São Paulo", afirmou o atual governador.

Em diversas oportunidades, inclusive, os nomes do atual presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Lula (PT) foram trazidos para dentro do debate. Enquanto Haddad creditou problemas econômicos na conta do atual governo, Tarcísio respondeu afirmando que a gestão federal precisou "desfazer as lambanças do PT".

Com as últimas pesquisas de intenção de voto e a proximidade da eleição, especialistas apontam que a campanha de Haddad já trabalha com a possibilidade de queseria melhor enfrentar Tarcísio do que Rodrigo em um segundo turno -- o petista lidera em todas as pesquisas.

De acordo com o último levantamento do Ipec (ex-Ibope), Tarcísio aparece hoje à frente de Rodrigo. Enquanto Haddad segue na liderança, com  34% das intenções de voto, o candidato apoiado pelo presidente Bolsonaro conta com 24%, e o atual governador com 19%.

EMBATE.

Os candidatos que detém um menor percentual de votos nas pesquisas foram protagonistas em alguns embates que deixaram o debate mais acalorado.

Primeiro, Vinicius Poit (Novo), questionou se o candidato Haddad compactuaria com a frase dita pelo ex-presidente Lula em entrevista ao apresentador Ratinho na última semana, de que "Bolsonaro era ignorante igual o pessoal do interior de São Paulo". O petista respondeu afirmando que "ninguém recebeu e recebe mais preconceito da elite econômica do que Lula".

Já em sua réplica, Poit disse lamentar que Haddad e o PT ao invés de pedirem desculpas, se colocassem novamente em uma "posição de arrogância". Ele ainda terminou afirmando que "o estado de São Paulo não quer o PT".

Momentos depois, foi a vez de Elvis Cezar (PDT) causar um momento de tensão no debate. Em resposta a Rodrigo Garcia, o pedetista disse duvidar que o atual governador acabaria com a corrupção, já que o vice de sua chapa "é alvo de mais de 100 investigações" e que seu irmão teria "participado da máfia do ISS".

Em resposta, Garcia resgatou um caso pelo qual Elvis é investigado por improbidade em Santana do Parnaíba por acusação de obras ilegais em frente ao seu condomínio. O tucano ainda concluiu dizendo: "não meça os outros pela sua régua".

Elvis provocou também Tarcísio. Durante uma das perguntas que fez ao ex-ministro, ele afirmou que não iria perguntar para o ex-ministro qual o seu local de votação. A fala se refere ao ato falho cometido pelo candidato em uma sabatina da TV Vanguarda na última semana, quando ele não soube responder qual seria seu colégio eleitoral, em São José dos Campos -- o domicílio eleitoral do candidato foi alvo de polêmica e é investigado.

Em resposta, Tarcísio se desvencilhou da provocação e rebateu apenas dizendo: "você sabe que esquecer o nosso local de votação, a gente até esquece. Isso acontece. Nós só não esquecemos o povo".

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