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'Ela não come direito, não quer ir a escola', diz mãe um mês após suposto abuso em escola de S. José

Por Thais Perez |
| Tempo de leitura: 2 min
Abuso infantil
Abuso infantil

O caso de denúncia de abuso sexual infantil em uma escola na zona leste de São José dos Campos completou um mês. A Polícia Civil segue investigando o caso e nenhum suspeito foi preso até o momento. A mãe da menina de 5 anos, que relatou os supostos abusos, afirma que sua filha sofre as consequências do caso.

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"Está traumatizada. Ela não come mais direito. Nem aniversário da priminha, ela não quis ir", conta a mãe em entrevista a OVALE. De acordo com ela, no dia 22 de agosto, sua filha, que tem TEA (transtorno do espectro autista), teria sido alvo de abuso sexual na escola em que estudava, a José Madureira Lebrão, no Jardim Mariana 2.

Segundo o relato da mãe, a menina chegou da escola queixando-se de dor na região íntima. Ela checou a calcinha da menina e viu que havia uma mancha de sangue seco. De imediato, a mãe entrou em contato com a escola e registrou o boletim de ocorrência.

Desde o caso, a criança passou a fazer uso do Prep, uma medicação utilizada para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Contudo, como a medicação é forte, a menina passou a ter dores de barriga fortes e um exame foi solicitado. "Esperamos que não seja nada, mas estou muito preocupada", disse ela.

Segundo a mãe, a menina costumava socializar com outras crianças, mas, desde o suposto caso de abuso, tem preferido ficar isolada. "Estamos tentando fazer de tudo para que ela volte socializar, procuro sempre deixar ela perto de algumas crianças para brincar, mas muitas das vezes ela se recusa e prefere ficar sozinha", disse a mãe.

INVESTIGAÇÃO.

O caso está sendo investigado pela DDM (Delegacia da Defesa da Mulher). No mês passado, a criança teve a ajuda da mãe para dar um depoimento na delegacia. "Brinquei de escola com ela, fingi que era sua aluna. Durante a conversa, mostrei para ela fotos dos educadores da creche e outras de homens aleatórios", contou a mãe.

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Segundo a mãe, a filha foi perguntada sobre os homens das fotos e reconheceu um deles. "Quando perguntei se ele era o 'tio bom' ou 'tio mau', ela disse que era o 'tio mau'. Perguntamos o porquê e ela respondeu que ele a havia feito sangrar", completou a mãe.

A Delegacia da Mulher vai dar continuidade as investigações, mas até o momento, ninguém foi preso.

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