Taubaté é a nona cidade do estado de São Paulo com a maior taxa de vítimas de homicídio por 100 mil habitantes (13,47), entrando em ‘zona epidêmica da violência’, segundo classificação da OMS (Organização Mundial da Saúde).
No topo do ranking paulista, o município divide os holofotes com cinco cidades da região, que estão entre as mais violentas do estado: Cruzeiro, Lorena, Caraguatatuba, Pindamonhangaba e Guaratinguetá.
A permanência no topo do ranking se dá porque Taubaté registra aumento no número de vítimas em homicídios e latrocínios.
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A cidade chegou a 68 vítimas em 2012, o maior número da série histórica da SSP (Secretaria de Estado de Segurança Pública), e entrou em trajetória de queda nos anos seguintes, caindo para 33 em 2020. Mas no ano passado o número subiu para 50, o maior desde 2016.
Comparando 2021 com os anos anteriores, a cidade tem quatro anos seguidos com aumento na quantidade de mortes violentas.
Em São José dos Campos, o número de mortes violentas em 2021 (49) é o maior desde 2018 e um dos menores da série histórica da SSP – a cidade teve 260 mortes violentas em 2001. Jacareí tem um desempenho ainda melhor: 25 mortes em 2021 e o menor número desde 2006.
Na avaliação de José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional de Segurança Pública e coronel da reserva da Polícia Militar, o governo estadual e a Prefeitura de Taubaté têm que atuar pontualmente para reduzir a violência.
“É preciso identificar o que está acontecendo na cidade e atacar ali, localmente. Verificar o fator local. É preciso ir hierarquizando os locais mais violentos e atuar localmente. E nem sempre são casos de policiamento. Tem um problema de caráter social. Não é só caso da polícia, mas um fenômeno social”, disse José Vicente.