Em meio à pressão de setores da esquerda e até mesmo de dentro de seu partido para a desistência de sua candidatura, Ciro Gomes (PDT) segue firme com sua campanha à presidência da República e na noite desta quarta-feira (21), em entrevista ao podcast do youtuber Monark, declarou que o ex-presidente Lula (PT) "sempre foi facistoide".
O ataque do pedetista vem após uma série de manifestos e pedidos de figuras públicas para que ele abra mão de suas pretensões ao Planalto e passe a pedir votos para Lula, com o intuito de derrotar Jair Bolsonaro (PL)no primeiro turno das eleições presidenciais.
"É fascismo puro isso que o PT e o Lula estão administrando contra o fascismo promovido por [Jair] Bolsonaro. É o fascismo na veia que sempre foi. O Lula sempre foi fascistoide", disse Ciro.
Além disso, o ex-ministro também aproveitou a entrevista para se defender novamente de críticas frequentes recebidas por ele sobre sua viagem a Paris no segundo turno das eleições de 2018, quando na ocasião Bolsonaro derrotou o petista Fernando Haddad (PT). "Eu viajei para não fazer campanha porque eu estava doente. É meu direito como cidadão", afirmou.
O podcast de Monark, o Monark Talks, é veiculado na plataforma de vídeos Rumble, já que no YouTube o influenciador foi limitado de monetizar seus vídeos por conta de uma fala em seu projeto anterior, o Flow Podcast, aonde ele defende a criação de um partido nazista no Brasil.
MANIFESTO PEDE RETIRADA DA CANDIDATURA DE CIRO
Políticos e intelectuais de países da América Latina e Caribe assinaram na noite desta terça-feira (20) uma carta endereçada a Ciro Gomes, pedindo a desistência do pedetista de sua candidatura como uma forma de ajudar a eleição de Lula já no primeiro turno.
O documento exalta a trajetória do ex-governador, mas cita "perplexidade" com a manutenção de sua candidatura em um momento que, segundo os autores da carta, o objetivo principal seria derrotar Jair Bolsonaro.
"Sabemos que você foi um lutador pelas boas causas do povo brasileiro ao longo de sua vida. É por isso que a perplexidade que nos leva a escrever-lhe esta carta e nos move a enviar-lhe esta mensagem fraterna porque é incompreensível para nós, na atual situação brasileira, sua insistência em apresentar sua candidatura presencial para o primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil neste 2 de outubro", diz o comunicado.