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Após uso de bandeira do Lula, Anderson afirma que cachê do show de Maria Gadú está 'retido'

Por Da Redação |
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Anderson afirma que valor de cachê de Maria Gadú está 'retido'
Anderson afirma que valor de cachê de Maria Gadú está 'retido'

O prefeito de São José dos Campos Anderson Farias (PSD) afirmou nesta terça-feira (20), em entrevista à CBN Vale, que os valores do cachê da cantora Maria Gadú, que se apresentou na cidade no último sábado (17), estão retidos.

De acordo com ele, foi enviado um documento à Afac, associação que administra o Parque Vicentina Aranha, onde ocorreu o show, para que as medidas necessárias sejam tomadas.

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"Independente se tem previsto no contrato, os artistas sabem bem o que podem fazer ou não. Não é uma questão de liberdade de expressão, estamos falando de algo que tem vedação legal. Não pode utilizar recursos e espaços sociais para promover política", declarou Anderson Farias.

Ainda segundo o prefeito, o pagamento do cachê da cantora seria custeado pela Lei de Incentivo Fiscal Federal, conhecida como Lei Rouanet.

"Ela não recebeu nenhum valor. Nesses casos, o artista recebe 50% antes da apresentação e depois os outros 50%. Se ela quiser receber, vai ter que ir à justiça", completa.

Veja em seguida: Maria Gadú faz manifestação a favor de Lula em show em São José

CASO.

No show, realizado neste sábado (17) durante a Flim (Festa Literomusical de São José dos Campos), a cantora segurou uma toalha estampada com o rosto de Lula (PT). Na ocasião, os membros da banda de Gadú também seguraram um cartaz que dizia "Banhado Resiste", em referência ao movimento que se manifesta a favor da regularização da comunidade no centro de São José, que vem sendo alvo de ações de desocupação pela prefeitura.

Em nota, a gestão afirmou que a cantora "transformou o evento num showmício, o que é vedado pela legislação eleitoral" e que Maria Gadú "fez campanha eleitoral com pedido de voto para um candidato à presidência da República".

No domingo, a Afac afirmou que a manifestação foi uma ação de um grupo político, que utilizou o espaço de um evento apartidário para a promoção de campanha eleitoral. "A Afac não compactua com manifestações que não estejam ligadas a atividade fim do evento, que é a promoção da cultura, da música e da literatura", disse em nota. Consultada novamente nesta terça-feira, a associação não se manifestou sobre o assunto.

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