Política

'Lula não conseguirá governar sem apoio do Centrão', diz Eduardo Cunha

Por Thais Perez |
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Eduardo Cunha em visita à redação de OVALE, em São José dos Campos
Eduardo Cunha em visita à redação de OVALE, em São José dos Campos

O candidato à deputado federal e ex-presidente da Câmara de Deputados Eduardo Cunha (PTB) falou sobre a importância do chamado "Centrão', grupo de deputados de partidos "neutros" na Câmara. Em entrevista a OVALE, ele disse que a relação dos candidatos à Presidência com essa ala do parlamento será fundamental para a governabilidade.

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"O Centrão agora são os partidos de centro que não estão atrelados nem a direita a esquerda, que são fiéis para dar uma maioria ou não para o governo", explica Cunha.

"Se fizermos a conta, ambos, Lula (PT) e Bolsonaro (PL), vão sair com cerca de 15% da câmara. Ou seja, ninguém governa. Vão precisar de outros partidos que estão 'soltos', como o União Brasil, o PSD, o MDB. se esses partidos forem o centrão, pode dar uma maioria para qualquer governo", disse ele.

"O sistema que temos hoje é equivocado. O candidato [à Câmara] tem que se posicionar antes da eleição. A eleição no congresso deveria ser feita no segundo turno, para obrigar os candidatos a terem um posicionamento claro", disse o candidato que afirmou que se Lula for eleito, fará parte da oposição.

HISTÓRICO

Cunha teve seu mandato cassado no ano de 2016 por quebra de decoro parlamentar durante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras.

Ele era acusado de não ter informado durante o depoimento à Comissão, a existência de contas no exterior, o que, segundo a acusação, podiam esconder o recebimento de propina.

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A defesa de Cunha alegou que a informação sobre o bloqueio de uma conta na Suíça que pertenceria ao então deputado estavam protegidas por sigilo fiscal e não poderiam ser compartilhadas sem autorização judicial.

Ao analisar a questão, o desembargador Carlos Augusto Pires Brandão, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu suspender os efeitos da cassação para retirar a inelegibilidade de Cunha e a proibição de ocupar cargos federais até decisão definitiva do tribunal.

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