Cidades

Moradores do Banhado se reúnem com Ouvidoria da PM e comandos das polícias Militar e Civil

Por Thais Perez |
| Tempo de leitura: 2 min
Reunião contou com representantes e moradores do Banhado
Reunião contou com representantes e moradores do Banhado

Moradores do Jardim Nova Esperança, que fica no Banhado, se reuniram nesta quinta-feira (8) com o comando da Polícia Militar, com coordenadores da Polícia Civil e com a Ouvidoria da PM para relatar supostas situações de opressão policial na comunidade, além de questionar o papel da PM na ação que resultou na demolição de sete construções no mês passado.

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A primeira reunião foi com o ouvidor da PM, Elizeu Soares Lopes, e ocorreu no centro comunitário do bairro, pela manhã. A conversa contou com a participação de moradores da comunidade, membros da comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e da Defensoria Pública.

Elizeu recebeu um dossiê dos moradores com diversos relatos de suposta opressão aos moradores por parte de policiais militares. Desde o dia 7 de julho, a PM tem feito um trabalho ostensivo na comunidade, com uso de viaturas, base móvel e Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas).

Também foi relatada a participação da PM na demolição de sete edificações na comunidade, no dia 23 de agosto. Durante a ação, que foi coordenada pela Prefeitura, não foi apresentada nenhuma ordem judicial que amparasse a derrubada dos imóveis.

"A Ouvidoria foi chamada por conta das violências relatadas pela comunidade. Temos atitudes que violam os direitos humanos, desocupação sem mandato judicial, oportunação. Nós ouvimos os moradores e agora vamos levar essas denúncias para serem apuradas", afirmou o ouvidor da PM em entrevista a OVALE.

Enquanto a reunião era realizada, o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) tentou cumprir mandados de busca e apreensão na comunidade. Após protesto de moradores, as equipes da Polícia Civil recuaram e desistiram da operação.

À tarde, líderes comunitários, Defensoria Pública e Ouvidoria da PM foram recebidos pelo comando da PM. Na sequência, o grupo se dirigiu à Delegacia Seccional de São José dos Campos.

ATUAÇÃO.
Sobre a operação iniciada em julho na comunidade, a PM alega que "a presença e atuação da Polícia Militar são pautadas pela doutrina de Polícia Comunitária, e Direitos Humanos e os ativos operacionais são distribuídos segundo os Planos de Policiamento Inteligente, observando sempre os diagnósticos situacionais".

No mês passado, a Prefeitura demoliu sete imóveis da comunidade sem que houvesse decisão judicial nesse sentido. Moradores relatam que, na ocasião, foram impedidos por policiais militares de acessar as casas que estavam sendo derrubadas.

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