A Afac (Associação de Fomento da Arte e da Cultura) informou nesta quarta-feira (21) que irá levar o caso de Maria Gadú em São José dos Campos para apuração do Ministério Público e da Justiça Eleitoral.
A associação também disse que fica impossibilitada de realizar qualquer pagamento à cantora até o final da apuração pelos órgãos, sob pena de cometer improbidade administrativa.
No último sábado (17), a Flim (Festa Literomusical de São José), realizada no Parque Vicentina Aranha, contou com um show da cantora. Durante a apresentação, uma toalha com o rosto de do ex-presidente Lula (PT) foi jogada no palco, assim como um cartaz em apoio aos moradores do Banhado.
Leia também: Especialistas descartam irregularidade eleitoral no show de Gadú, mas veem desvio de finalidade
A cantora e sua banda seguraram os dois objetos. A toalha, além de ter o rosto do ex-presidente e candidato, dizia "meu voto é secreto". A Prefeitura de São José classificou o incidente como "showmício" e cobrou a Afac sobre o caso.
A Flim é organizada pela Afac e recebeu apoio da iniciativa privada, recursos federais por meio da Lei de Incentivo Fiscal e aporte financeiro da Prefeitura de São José.
A entidade gestora Afac é uma associação sem fins lucrativos que tem como objetivo promover a cultura.
De acordo com Aldo Zonzini, diretor-executivo da AFAC, entidade gestora do Parque Vicentina Aranha, afirmou que, no total, o festival deste ano teve um orçamento de aproximadamente R$ 300 mil. "Boa parte desse contingente vem de parcerias, somando recurso privado e direto, o orçamento que vem do investimento público é de cerca de 10%", completa.
A assessoria da cantora Maria Gadú foi acionada para comentar o caso, mas não se posicionou até o momento.
Veja também: Após manifestação da prefeitura, abaixo-assinado a favor de Maria Gadú fala em 'censura'
A Justiça Eleitoral e o MPSP foram consultados sobre a denúncia, mas ainda não se posicionaram.