Chuvas

Em oito meses, 2022 tem chuvas 30% abaixo da média histórica, mostra Cptec

Por Xandu Alves |
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Tempo. Defesa Civil alertou para fortes chuvas
Tempo. Defesa Civil alertou para fortes chuvas

No encerramento da estação mais fria do ano, a RMVale registra nos oito primeiros meses deste ano queda de 30% no volume de chuvas da região na comparação com as médias históricas para o mesmo período.

O levantamento é de OVALE com base nos dados oficias do Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), órgão do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Em julho deste ano, a precipitação medida pelo órgão na região foi de 10 milímetros de chuva, abaixo da média histórica de 80 mm e a menor quantidade de precipitação desde julho de 2018, que registrou 5 mm.

O período de junho a setembro é o de menor incidência de chuva no histórico da região.

No acumulado do ano, entre janeiro a agosto, o Vale tem 750 mm de chuva contra uma média histórica de 1.065 mm, um recuo de 30%.

No entanto, as chuvas neste ano estão mais constantes e fortes do que no ano passado.

Nos oito primeiros meses do ano passado, a precipitação acumulada no Vale foi de 615 mm. Neste ano, os valores estão 22% acima.

Desde a crise hídrica, em 2014, a região registra oscilações na precipitação do primeiro semestre, com anos mais e menos chuvosos.

Em 2014, o acumulado de janeiro a agosto foi de 455 mm, o menor deste período. No ano seguinte, o índice aumentou para 815 mm, chegando a 865 mm em 2016 e 980 mm, em 2017. No ano seguinte, as chuvas foram menos consistentes e o valor caiu para 640 mm, subindo para 1.005 mm em 2019 e caindo para 850 em 2020.

O curioso é que 2018 foi o ano com a maior média histórica desde 2014 e, na prática, a menor quantidade de chuva dos últimos cinco anos. Em todos os anos a precipitação foi menor do que a média esperada.

“As chuvas obedecem a ciclos e alguns fenômenos meteorológicos e ambientais impactam no regime de chuvas de um ano, que pode ser mais ou menos chuvoso do que se esperava”, explica o geólogo Edilson Andrade, especializado na questão hídrica.

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