Jenifer (nome fictício) precisou ser amparada pela rede protetiva em uma cidade do Vale do Paraíba após ser atacada pelo próprio companheiro.
Ela foi agredida fisicamente e disse que o agora ex-marido a ameaçou de morte. “Ele tinha um ciúme doentio e me bateu mais de uma vez. Na última, fiquei bem machucada e resolvi procurar ajuda e denunciar”, contou. O caso dela é mantido em sigilo.
Como Jenifer, uma mulher é vítima de algum tipo de violência, incluindo o homicídio, no estado de São Paulo a cada 3 minutos, em média, considerando os últimos 12 meses.
O levantamento foi feito por OVALE com base nos dados oficiais da SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública).
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A pasta registra 146,7 mil ocorrências de violências cometidas contra as mulheres entre agosto de 2021 e julho de 2022. Na média, o estado tem 401 mulheres sendo vítima de um crime por dia e 17 por hora, nos últimos 12 meses.
São 16 tipos diferentes de violência, incluindo o feminicídio (assassinato por ser mulher), homicídio e lesão corporal dolosa, além de estupro, ameaça e maus tratos.
No caso dos feminicídios, no qual a vítima é morta pela condição feminina, o estado registra 137 casos em 12 meses, sendo 85 no interior. Há ainda 236 registros de homicídio doloso, que exclui o feminicídio, sendo 131 no interior.
Com isso, o total de mulheres assassinadas foi de 373 nos últimos 12 meses, média de uma por dia em São Paulo.
O número de mulheres estupradas também continua elevado, com 2.533 crimes consumados e 480 tentados. Já contra as vítimas vulneráveis, o total de estupros salta para 8.695, com mais 241 tentativas. Há ainda 844 casos contra a dignidade sexual das mulheres.
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