Eleições 2022

Seis dos 13 candidatos à presidência de 2018 anunciam apoio a Lula

Por Gabriel Campoy |
| Tempo de leitura: 3 min
Lula e aliados em São Paulo
Lula e aliados em São Paulo

O ex-presidente Lula se reuniu na manhã desta segunda-feira (19), em São Paulo, com seis dos 13 candidatos à presidência da República que concorreram ao pleito em 2018.  O encontro serviu como uma demonstração de apoio à campanha do petista

Ao todo, o encontro marcou a união entre oito ex-presidenciáveis em diferentes épocas. Inclusive, desses nomes, Cristovam Buarque (Cidadania) e Meirelles são filiados a partidos que integram outras chapas presidenciais no pleito deste ano.

A reunião reforçou também o tom suprapartidário adotado pela campanha de Lula, que busca formar uma imagem de união em torno da candidatura petista como forma de diminuir a rejeição do partida. O próprio ex-presidente já disse em algumas oportunidades que nas eleições passadas haviam "opositores e não inimigos".

"O que vocês estão fazendo com o gesto de hoje é assumindo (sic) um compromisso. Mas não é um compromisso com o Lula, é um compromisso que esse país vai voltar a viver democraticamente. As pessoas vão voltar a conviver democraticamente nesse país. Não é o presidente da República e sua assessoria que diz (sic) o que é bom para a sociedade", afirmou Lula.

O encontro teve nomes ligados à centro-direita, como Geraldo Alckmin, vice na chapa de Lula, e Henrique Meirelles, que ocupou a presidência do Banco Central durante os dois primeiros mandatos do petista.

Além deles, nomes como o de Cristovam Buarque, Marina Silva e Luciana Genro, que há tempos não falavam com o ex-presidente também estiveram presentes. Os dois primeiros, inclusive, foram ministros de Lula e deixaram o governo na época com profunda mágoa do ex-presidente.

Ausência sentida no evento, Heloísa Helena (Rede), também ex-petista e fundadora do PSOL, mantém críticas a Lula e ao PT, mas, mesmo próxima de Marina, declarou apoio a Ciro Gomes (PDT).

Confira os nomes que estiveram presentes no evento.

Guilherme Boulos (PSOL), candidato à presidente em 2018, e à prefeitura de São Paulo em 2020. Irá concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados neste ano;

Luciana Genro (PSOL), foi filiada ao PT até 2003, primeiro ano do governo Lula. Seu pai foi ministro da Educação na gestão petista. Foi uma das fundadoras do PSOL e, desde então, crítica ferrenha ao PT e a Lula. Atualmente é candidata à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul;

Cristovam Buarque (Cidadania), foi o primeiro ministro da Educação de Lula, em 2003, e deixou o governo após denúncias de corrupção e discordâncias em relação a aspectos econômicos. Concorreu à presidência pelo PDT em 2006, partido que ficou até 2016. Atualmente seu partido integra a chapa da senadora Simone Tebet (MDB) ao Planalto;

Marina Silva (Rede), foi ministra do Meio Ambiente de Lula por seis anos e deixou o governo petista em 2008 após divergências internas. Foi candidata à presidência em 2010, pelo PV; em 2014, pelo PSB; e em 2018, pela Rede, partido que ajudou a criar. Apoiou o tucano Aécio Neves nas eleições de 2014 e rompeu com o grupo de Lula. Atualmente, reuniu-se com o ex-presidente e declarou apoio a sua candidatura neste ano. Ela concorre a deputada federal por São Paulo;

Geraldo Alckmin (PSB), vice na chapa de Lula, concorreu duas vezes ao Planalto: em 2006, contra Lula, e em 2018, pleito que o PSDB ficou fora do segundo turno desde o governo FHC. Saiu do PSDB, onde militou por 33 anos, e filiou-se ao PSB;

Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Educação de Lula, o ex-prefeito de São Paulo foi o candidato do PT em 2018 após Lula ser barrado pela Lei da Ficha Limpa. Foi ao segundo turno, mas acabou derrotado por Bolsonaro. Hoje lidera as pesquisas para o governo de São Paulo;

Henrique Meirelles (União Brasil), presidente do Banco Central durante o governo Lula, Meirelles se afastou do ex-presidente. Em 2018 concorreu a presidência, mas obteve apenas 1,2% dos votos. Foi secretário de João Doria no governo de São Paulo e agora tenta uma vaga no senado por Goiás;

João Goulart Filho (PCdoB), é filho do ex-presidente João Goulart, deposto pelo golpe de 1964. Foi candidato à presidência em 2018 pelo PPL, terminando na última colocação, com 0,03% dos votos. Atualmente é filiado ao PCdoB, partido que forma federação com PT e PV.

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