Consumo

Índice de Vendas dos Supermercados cai 3,23% em julho, aponta Apas

Por Da redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Supermercado.
Supermercado.

O IVS (Índice de Vendas dos Supermercados), que considera as unidades em operação por no mínimo 12 meses, registrou queda de 3,23% em julho quando comparado ao mesmo período do ano passado. A pesquisa foi divulgada pela Apas (Associação Paulista de Supermercados).

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Os resultados do faturamento real dos supermercados no estado de São Paulo, deflacionado pelo IPS (Índice de Preços dos Supermercados), segundo a Apas, ainda apresenta resultados negativos por conta do alto patamar da inflação. No acumulado do ano, o IVS registra queda de 4,34% e, nos últimos 12 meses, 7,13%.

A análise do movimento de consumo em julho, porém, apresenta aumento de 8,22%, deflacionado pelo IPS, quando comparado ao mesmo mês do ano passado.

“Durante a pandemia, tivemos uma movimentação atípica de consumo no varejo alimentar. Por isso, quando comparamos os movimentos de 2021, encontramos uma queda no consumo. Ao passo que vamos nos distanciando da base de comparação que foi distorcida por conta da pandemia, os resultados positivos vão ficando mais evidentes a cada mês. Um exemplo é a comparação de evolução de junho para julho”, disse Diego Pereira, economista da Apas.

A pesquisa de intenção de consumo das famílias, promovida pela Confederação Nacional do Comércio, aponta a mesma trajetória de alta percebida nas gôndolas dos supermercados, informou a Apas.

E a estabilidade nos preços começa a impactar as despesas de operação das lojas. Julho foi o mês do ano em que os principais custos tiveram o menor peso em relação ao faturamento.

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“A tendência é que tais movimentos se mantenham neste segundo semestre. Os preços vêm apresentando desaceleração semanal nos principais grupos de despesa. O grupo de alimentação ainda não apresentou deflação, mas itens importantes dessa categoria mostram tendência de queda de preço em razão, principalmente, da diminuição dos custos logísticos e de produção”, disse a associação paulista.

Na avaliação da entidade, a redução do desemprego e a injeção na economia de cerca de R$ 44 milhões de recursos oriundos do auxílio governamental devem alavancar o consumo das famílias nos próximos meses.

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