Grupos de direita de São José dos Campos deverão estar nas ruas na manhã desta quarta-feira (7) no feriado da Independência do Brasil. Marcado para as 10h, o ato contará com a presença de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Organizado pelo Movimento Direita São José, o ato deve reunir simpatizantes em frente ao Parque Vicentina Aranha, onde estará montado um trio elétrico. A deputada estadual Letícia Aguar (PP) e o ex-candidato à prefeitura de São José dos Campos, Anderson Senna, estão entre os organizadores.
De acordo com o grupo, quatro pontos foram elencados como os principais a serem defendidos durante a manifestação: a celebração dos 200 anos da Independência do Brasil; o respeito à democracia; a demanda por eleições transparentes; e o amor ao Brasil e à bandeira nacional.
As pautas vão de encontro ao discursos feitos corriqueiramente por Bolsonaro, que em algumas oportunidades colocou a lisura das urnas eletrônicas e do processo eleitoral brasileiro em cheque, além de afirmar que o STF (Superior Tribunal Federal) promove uma "ditadura de toga".
Diversas manifestações estão marcadas para acontecer nesta data ao redor de todo o país. O próprio presidente, inclusive, tem dito em diversos comícios para seus apoiadores "irem às ruas pela última vez" no 7 de setembro.
MANIFESTAÇÕES DE 7 DE SETEMBRO EM 2021
No ano passado, Bolsonaro esteve presente em manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, que chegou a afirmar na ocasião que não cumpriria mais decisões tomadas pelo ministro Alexandre de Moraes.
"Não se pode permitir que um homem apenas turve a nossa liberdade. [devemos] Dizer a esse ministro que ele tem tempo ainda para se redimir e arquivar seus inquéritos. Saia, Alexandre de Moraes, deixa (sic) de ser canalha, deixa (sic) de oprimir o povo brasileiro, deixa (sic) de censurar", afirmou o presidente em discurso naquele ano.
Posteriormente, instituições como o STF, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, através de seus respectivos presidentes, emitiram notas lamentando as falas de Bolsonaro e reafirmando o compromisso com a democracia.
"Este Supremo Tribunal Federal jamais aceitará ameaças à sua independência, nem intimidações ao exercício regular de suas funções. Ninguém fechará esta Corte. Nós a manteremos de pé, com suor e perseverança", leu o ministro Luiz Fux em nota assinada por todos os magistrados.
Dois dias depois, após Bolsonaro mandar um avião buscar o ex-presidente Michel Temer em São Paulo e leva-lo à Brasília para uma reunião acerca da crise institucional então vivida no país, o presidente emitiu um comunicado oficial através do site oficial do Governo Federal, em que dizia "não ter tido a intenção de agredir os poderes".
Além disso, em conversa com a Rede Globo, Temer teria dito que viabilizara também um telefonema entre Bolsonaro e Alexandre de Moraes que, segundo testemunhas do bate-papo, teria sido "institucional e amena".