O feriado de 7 de setembro é um dos mais aguardados deste ano. Não pelo descanso em si, mas por conta do clima de tensão criado pelo próprio presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), que promete mobilizar os seus seguidores neste dia. Além disso, é o dia em que se comemora os 200 anos da Independência do Brasil.
Até por conta disso, é uma data cheia de simbolismos, que vai acontecer até mesmo com o coração de D. Pedro 1º, emprestado pelo governo de Portugal para o Brasil e exibido na data. Afinal de contas, ele foi o responsável por proclamar a Independência.
O órgão chegou ao Brasil em agosto e volta para Portugal no dia 8 de setembro, embora o sonho do presidente era de que ficasse um ano por aqui e pudesse percorrer o país todo.
Mas o MP (Ministério Público) já está de olho no evento e recomendou que o TCU (Tribunal de Contas da União) investigue um possível uso político das Forças Armadas por parte de Bolsonaro, o que é proibido, ainda mais em ano de eleição.
Inclusive, o MP quer que o TCU suspenda a participação dos militares nos atos, ainda mais com dinheiro público. Por enquanto, tudo está mantido.
No ano passado, ele tentou fazer a mesma mobilização, contudo, a adesão não foi das maiores e os eventos pelo país foram considerados um fracasso de público. No entanto, a situação agora é diferente por conta do período eleitoral. Afinal de contas, falta menos de um mês para o pleito no primeiro turno.
FORTE APARATO.
Por exemplo, no Rio de Janeiro, já está preparada uma mega festa com oito horas de atividades e previsão de 29 tiros de canhão. O evento começa a partir das 10h, na avenida Atlântica, onde inclusive existe a possibilidade da participação de Bolsonaro, que está em campanha eleitoral.
Com discursos golpistas e intervencionistas, como não entregar o cargo se perder a eleição e suspeitar das urnas eletrônicas, Bolsonaro quer aproveitar o momento para ampliar a campanha e buscar os eleitores indecisos e até mesmo aqueles que deixaram de lhe apoiar nestes últimos anos.